Brasil Energia, nº 486, 19 de abril de 2024 63 O valor de compensações pagas aos consumidores pelas distribuidoras de energia passou de R$ 765 milhões em 2022 para R$ 1,080 bilhão em 2023. Os dados são do desempenho das distribuidoras no fornecimento de energia elétrica em 2023, divulgados pela Aneel no final de março. A quantidade de compensações também aumentou, de 20 milhões em 2022 para 22 milhões no ano passado. A redução é reflexo da mudança na regulação da agência, que visa direcionar maiores valores para os consumidores com piores níveis de continuidade. A partir disso, o valor de compensação pago individualmente aumentou, em média, cerca de quatro vezes. O valor da compensação de continuidade é liquidado automaticamente pela distribuidora por meio de desconto na fatura de energia elétrica, sem que o cliente acione a empresa. Outro destaque são as melhorias na qualidade dos serviços de distribuição de energia no ano passado frente a 2022, conforme os indicadores duração equivalente de interrupção por unidade consumidora (DEC) e frequência equivalente de interrupção por unidade consumidora (FEC). Em comparação aos anos anteriores, os índices registaram os menores valores em 2023 e ficaram abaixo dos limites definidos pela Aneel. Os indicadores apurados estão em trajetória de queda, assim como os limites estabelecidos pela agência. O cenário reforça a busca para que as distribuidoras ofereçam sempre serviço de melhor qualidade para seus consumidores. Os consumidores ficaram 10,43 horas em média sem energia (DEC) no ano, o equivalente a uma redução de 6,9% frente a 2022, quando foi registrado 11,20 horas em média. A frequência (FEC) das interrupções permaneceu em queda e reduziu de 5,47 interrupções em 2022 para 5,24 interrupções em média por consumi-
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