e-revista Brasil Energia 487

Brasil Energia, nº 487, 25 de junho de 2024 95 Fusões e aquisições no setor fotovoltaico crescem 57% no 1º tri O cenário de fusões e aquisições no setor fotovoltaico esteve aquecido no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 57% no número de transações divulgadas publicamente em comparação com o mesmo período do ano passado, mais do que o dobro do registrado em 2022. Os dados são da Greener. Com o resultado dos três primeiros meses, 2024 pode superar o número de transações mapeadas em 2023, que por sua vez foi 26% maior em relação ao ano anterior. Entre os ativos, 76 usinas fotovoltaicas foram negociadas, somando 1,3 GWp de potência e um valor estimado em R$ 1,14 bilhão. E 80% das empresas investidas são gestoras de energia, segmento que vem crescendo no mercado. Ao longo do primeiro trimestre, foram mapeadas 11 transações: 5 operações de compra e venda de empresas da cadeia solar fotovoltaica, e 6 aquisições de portfólios com usinas de geração distribuída e centralizada. Ainda segundo o estudo da Greener, nos primeiros três meses do ano 76 usinas fotovoltaicas foram transacionadas em fase de construção, construção não iniciada ou já operacionais, sendo 3 de portfólios de geração compartilhada e 3 de GD. Destas, 66% estão localizadas em Minas Gerais, 14% em São Paulo e Rio de Janeiro e 3% no Mato Grosso do Sul e na Bahia. Fusão Auren e AES cria a 3ª maior geradora do país A Auren Energia anunciou uma combinação de negócios com a AES Brasil que a tornará a 3ª maior geradora do país, com uma capacidade total de 8,8 GW, atrás somente da Eletrobras e da Engie. Antes, ocupava a 13ª posição entre as companhias de geração do setor de energia. A reorganização societária resultará na conversão da AES em subsidiária integral da elétrica e na unificação das bases acionárias da Auren e da AES Brasil. Já este ano, projetos em execução aumentarão a capacidade da companhia combinada em aproximadamente 700 MW, com efeito imediato em sua geração de caixa. Os acionistas da AES Brasil terão três opções para a conclusão da transação: a conversão quase total de suas ações em papéis da empresa combinada, a conversão de suas ações em caixa e uma opção intermediária. A relação de troca equivale a 0,762 ação da AES Brasil para cada ação da Auren. A transação - cujo valor não foi divulgado - será submetida à aprovação da Aneel e do Cade, com expectativa de conclusão para o segundo semestre do ano. Os acionistas controladores das duas companhias comprometem-se a votar favoravelmente à aprovação da operação em todas as instâncias aplicáveis. A PSR apoiou a Auren na avaliação da transação, fornecendo análises regulatória e de riscos dos ativos, projeções de tarifa de uso do sistema de transmissão e análises quantitativas e projeções de vertimento de geração.

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