e-revista Brasil Energia 488

Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 21 O ano de 2024 trouxe movimentos importantes para o mercado de gás natural no Brasil, com novos players ganhando espaço na negociação dos contratos e a chegada de novos comercializadores. A tendência é que a abertura ocorra ao longo dos próximos anos, com aumento da competitividade entre as empresas. Um levantamento realizado pela Infinity Energias, com base em dados da ANP, mostra que a Petrobras detém 49% dos contratos de compra e venda de gás natural do Brasil no mercado cativo. O market share da estatal reduziu em relação a anos anteriores com o posicionamento de concorrentes como Shell e Galp. As empresas apresentam, respectivamente, 12% e 10% do suprimento do combustível no país. “A Galp acho que se destaca por ser um player que não vinha atuando tão de perto e ganhou muito espaço. Bem como a Shell, que já vinha atuando e fechou novos contratos”, analisou o diretor comercial da Infinity Energias, Lucas Tocchetto. Segundo ele, as petroleiras tentam ganhar espaço sobre a Petrobras e conseguiram assinar contratos com concessionárias tanto em 2023 quanto em 2024. A portuguesa Galp tem negócios com, por exemplo, Cegás e ES Gás; enquanto a Shell tem acordos com distribuidoras como Compagas e ES Gás. A comercialização de gás natural pela Petrobras também caiu: foram contabilizados 44 milhões de m3/dia de gás natural no segundo trimestre deste ano, queda de 6,4% frente ao período anterior. Os dados são do relatório de produção e vendas do segundo trimestre de 2024. O volume é referente ao entregue ao mercado cativo, livres e consumo interno - para o mercado não-térmico e térmico. Conforme o documento, a queda na venda é reflexo “do aumento da participação de outros agentes, decorrente do processo de abertura de mercado”. Para a analista de gás natural da Infinity Energias, Luana Macedo, o ambiente continua concentrado na Petrobras pelo histórico de infraestrutura e produção própria. No entanto, a presença de outras empresas indica uma maior concorrência e tendência de abertura do mercado. De acordo com o levantamento da consultoria, as demais petroleiras apreNovas petroleiras ganham espaço nas negociações de contratos de fornecimento e a figura do comercializador começa a se consolidar | POR ESTHER OBRIEM |

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