Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 33 parte desse investimento liberada em 2026 (R$ 14,8 bilhões), de acordo com o site Cenários Petróleo produzidos pela Brasil Energia, a partir de dados da ANP e de outras fontes. Apenas a atividade de abandono permanente da infraestrutura marítima vai consumir R$ 43 bilhões. Na desmobilização de unidades produtoras vai ser gasto um valor bem inferior, de R$ 8 bilhões. O destino desse dinheiro, se vai ser o Brasil ou outros países, é a grande questão. O consultor Mauro Destri, autor do livro “Os 5Ds do Descomissionamento”, receia que, sem uma indústria fornecedora experiente, a Petrobras pode voltar a contratar o serviço no exterior, como fez a Shell com o FPSO Fluminense, levado para a Dinamarca. Os países nórdicos e a Turquia são importantes concorrentes. “A China daqui a pouco chega. E quando a China entra, é muito difícil competir”, afirmou. A solução para o crescimento de uma indústria fornecedora, como acontece em qualquer setor, é a garantia de escala e continuidade, segundo o presidente executivo da Abespetro, Telmo Ghiorzi. MAURO DESTRI, da Destri Energy: sem indústria experiente, Petrobras pode voltar a contratar no exterior
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