e-revista Brasil Energia 488

Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Alessandra Alves Patricia Quintão Rosely Maximo Editora Executiva Rosely Máximo Redatores Ana Luisa Egues Celso Chagas Chico Santos Esther Obriem Eugenio Melloni Fernanda Legey Fernanda Nunes Marcelo Furtado Nelson Valencio Sabrina Lorenzi Colunistas Bruna Moraes, Bruno Armbrust, Claudio Sales, Edmar de Almeida, Eduardo Tobias, Frederico Accon, Gonçalo Pereira , Heitor Paiva, Ieda Gomes, Jerson Kelman, José Almeida, Luiz Eduardo Barata, Marcelo Castro, Márcio Avila, Marcus D’Elia, Mariana Mattos, Osmani Pontes, Paula Kovarsky, Paulo Cunha, Rubem Cesar Souza,Telmo Ghiorzi,Thiago Bao Ribeiro,Wagner Victer, Zilmar de Souza Tratamento de Dados Mauricio Fagundes Programação Visual Ana Beatriz Leta Rafael Quintão Impressão Gráfica Trena ASSINATURAS Assinaturas Alessandra Alves assinaturas@brasilenergia.com.br Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 A e-revista Brasil Energia é uma publicação aberta, suportada unicamente por seus patrocinadores e anunciantes. Publicada desde março de 1982, disponibiliza um acervo, a maior parte digital, de mais de 40 anos registrando os principais fatos e cenários do setor energético brasileiro Você também pode querer assinar uma das nossas publicações especializadas e receber como bônus acesso antecipado ao conteúdo da revista Brasil Energia: • Brasil Energy: Anual, R$ 1.575; Mensal, R$ 150 • Cenarios Eólica: Anual, R$ 1.390 • Cenarios Gás: Anual, R$ 1.390 • Cenarios Petróleo: Anual, R$ 1.390 • Cenarios Solar: Anual, R$ 1.390 • EnergiaHoje: Anual, R$ 1.220; Mensal, R$ 120 • PetroleoHoje: Anual R$ 1.220; Mensal R$ 120 Atendimento ao assinante Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 PUBLICIDADE Paula Amorim publicidade@brasilenergia.com.br Rio de Janeiro Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 São Paulo Alex Martin - (11) 99200-0956 Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA RUA CONSELHEIRO SARAIVA, 28 SALA 601 20091-030 - RIO DE JANEIRO Tel (21) 3503-0303 Petróleo, clima e o consumidor Como na Terceira Lei de Newton, em que toda ação promove uma reação oposta de igual intensidade, seria de se esperar que a indústria de óleo e gás destinasse atenção, decisão e investimentos em resposta ao despertar e justo clamor da sociedade contra os efeitos no ambiente que a produção de fontes fósseis nos traz. O que neste caso difere da equação newtoniana é o caráter de reação oposta. A indústria não se opõe, mas soma. Afinal, quem trabalha na indústria também respira. Não faz muito tempo, era comum se ver nos jornais imagens de chapéus escuros da poluição sobre as grandes metrópoles, resultado da queima de combustíveis nas indústrias e nos transportes, retidos pelo fenômeno da inversão térmica. Duas soluções reduziram substancialmente o problema: o banimento do diesel 500 nos centros urbanos, substituído obrigatoriamente pelo S10 metropolitano, e o uso dos catalisadores pela indústria automobilística. Presentemente, a indústria de O&G corre contra o tempo perdido em busca de soluções tecnológicas que evitem a emissão de GEE tanto em seus processos produtivos quanto nos produtos que oferece ao mercado. Como exemplo, podemos citar o Hidrogênio produzido a partir do gás natural. No pensar da indústria, o H2 produzido com a captura de CO2 resultará em um produto tão puro quanto o H2 produzido pela via da eletrólise da água. Ou seja, o processo pode ter cores diferentes, mas se a captura do carbono for eficaz não haveria razão para se considerar o H2 final como verde, azul ou cinza. O juiz nesse caso será a própria sociedade quando, no papel de consumidor, escolher o hidrogênio de menor valor como premissa da Transição Energética Justa. Sabe-se que o H2 derivado do gás fóssil custa um quarto do valor do H2 produzido pela eletrólise da água. No entanto, é possível que a captura de carbono eleve o custo de produção da primeira via, da mesma forma que o uso em escalas maiores de eletrolisadores tornará essa via mais competitiva. Bingo. Permanecerá, ainda, o desafio da água como matéria prima para a segunda via. Os oceanos são salgados e, para dessalinizá-los, há custos ainda maiores de uso de energia. E os rios não podem mais ser represados por hidrelétricas a fio d’água. Mas essa é outra discussão para a sociedade se tornar consciente e resolver. Outra reação positiva com que a indústria de OG responde ao justo clamor da sociedade são os investimentos maciços em conhecimento, inteligência e soluções que o desafio da Transição Energética Justa nos traz. Nesta edição, por exemplo, mostramos os esforços de três petrolíferas – Equinor, Petrobras e Totalenergies – investindo maciços recursos no desenvolvimento da inteligência nacional em quatro universidades e centros de pesquisa. Este é um tema sem fim enquanto existirmos como Humanidade. Caminharemos inexoravelmente impulsionados pelo nosso natural instinto de sobrevivência e também cada dia mais conscientes dos cuidados com a casa que habitamos com os outros seres, neste planeta. 4 Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 Esta edição da revista Brasil Energia foi impressa com tinta à base de soja em papel certificado, proveniente de reflorestamentos e outras fontes certificadas pelo FSC de acordo com rigorosos padrões sociais e ambientais.

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