68 Brasil Energia, nº 488, 20 de setembro de 2024 Especial ES Oil & Gas Energy dústria e no transporte é uma das ações previstas para atingir essa redução. “Organizamos uma parceria sólida com o governo do estado, com empresas privadas de todos os segmentos da cadeia do gás natural e diversas instituições públicas para consolidarmos o lançamento desse programa”, afirmou o vice-governador e secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Ricardo Ferraço. Em entrevista à Brasil Energia, Ferraço detalhou o programa e informou sobre projetos em andamento no estado. Durante o lançamento do ES Mais+Gás, também foi nomeado o Colegiado Gestor que acompanhará a execução das ações previstas no programa. Os representantes são do Governo do Estado, Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales), Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e das empresas ES Gás, BW Energy e Grupo Imetame. (A.L.E) O Espírito Santo experimenta um fortalecimento da sua cadeia produtiva a partir dos novos investimentos no setor de petróleo. Tanto no offshore, com as atividades da Petrobras e da Prio, quanto no onshore, com as operações da Seacrest e da Imetame, as encomendas têm estimulado a instalação de novas bases e a ampliação das empresas. “A cadeia produtiva do Espírito Santo sempre olhou muito para a mineração, para a celulose e não tinha noção do tamanho, da grandiosidade que são os valores envolvidos com o setor de óleo e gás”, disse em entrevista à Brasil Energia o presidente da Redepetro-ES, Rafaele Cé. A entidade representa 111 empresas capixabas, cujo faturamento ultrapassa os R$ 4 bilhões/ano, com mais de 8.000 funcionários, todas fornecedoras do setor de óleo e gás. Os investimentos no desenvolvimento de Wahoo tiveram grande impacto. A Prio destinou quase R$ 1 bilhão para contratos com fornecedores locais, entre eles a Prysmian, que teve que adequar sua planta para as dimensões dos tubos do projeto, e a Deep Sea, que instalou uma base no Espírito Santo. “Toda a parte de tubulação, dos módulos, de equipamentos subsea, foi feita aqui no Espírito Santo, o que impulsionou efetivamente a cadeia”, destacou Cé. No onshore, as atividades da Seacrest nos polos Cricaré e Norte Capixaba estão transformando a cidade de São Mateus, no norte do estado. Segundo Rafaele Cé, a Redepetro-ES montou uma base na cidade, para fomentar a criação e instalação de novas empresas no local, por funcionários que antes trabalhavam vinculados apenas aos contratos para a Petrobras. “São Mateus é a nossa mini-Macaé, foi eleita agora a capital estadual do petróleo e gás”, comemora Cé. Investimentos no offshore e no onshore impulsionam a cadeia capixaba RAFAELE CÉ, presidente da RedepetroES, fala sobre o impacto dos novos operadores na cadeia produtiva do estado ASSISTA a vídeo-entrevista
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