e-revista Brasil Energia 489

Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 35 la Aneel mostrando que de 2000 para 2010 o IDH de 176 municípios que eram sedes de pequenas hidrelétricas aumentou 19,9%, passando de 0,594 para 0,712 na média. No mesmo período, a renda per capita desses municípios cresceu 38,6%. O estudo mostrou ainda que no espaço de uma década o percentual de municípios em situação de alta desigualdade caiu de 83% para 40%. A dirigente cita outro indicador importante das PCHs, este apurado pelo órgão ambiental do Paraná (IAT). O levantamento mostrou, segundo ela, que as PCHs no estado estão reflorestando três vezes mais do que a supressão vegetal feita para instalação dos empreendimentos. Em relação às afirmativas de que as PCHs modificam radicalmente os ambientes onde são instaladas, muitas vezes inviabilizando vocações turísticas, Torres argumenta que os empreendedores do segmento vêm mostrando uma preocupação cada vez maior em evitar que as novas usinas conflitem com vocações estabelecidas e cita o caso da PCH Sacre II, no rio Sacre, Mato Grosso. Instalada no município de Campo Novo dos Parecis (MT), a usina de 30 MW não só desenvolveu a alternativa de construir um canal de adução na margem esquerda do rio para evitar comprometimento à cachoeira Salto Belo, que permaneceu intacta, como também implementou um acordo com o povo indígena Haliti-Paresi que, segundo Torres, foram os primeiros indígenas no Brasil a negociar o recebimento de royalties pela instalação de uma PCH em suas terras. De acordo com ONG Operação Amazônia Nativa (Opan), a construção da PCH deslocou a aldeia Sacre II, do povo Haliti-Pareci, com o consentimento da comunidade, mas a aldeia foi reconstruída a 500 metros do antigo local. Ainda segundo a Opan, a usina, em operação comercial desde 2006, repassa uma renda anual aos indígenas, a título de compensação permanente, que a distribuem entre suas comunidades. A Sacre II pertence desde 2022 à CSN. A presidente da ABRAPCH destacou ainda que os reservatórios das PCHs, assim como os das grandes hidrelétricas, ajudam a preservar os aquíferos subterrâneos nas suas regiões, dão destinação adequada ao lixo que as águas levam às grades de proteção das suas máquinas e representam a ponta de uma cadeia produtiva 100% nacional. O engenheiro Rodrigues, provavelmente, assinaria embaixo. VEJA O VÍDEO da solução do Grupo Idec para a PCH Sacre II

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