100 Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 energia | POR CHICO SANTOS | A presidente da Abrage, Marisete Pereira, comemorou a presença de hidrelétricas no próximo leilão de reserva de capacidade, mas ressalvou que o prazo estipulado para entrega de potência pela fonte, julho de 2030, está “distante do que o setor hidrelétrico entende ser mais adequado”. A dirigente, ex-secretária executiva do MME, ressaltou que existe um potencial mapeado de 7,4 MW de potência hidrelétrica em condições de disputar o leilão agora marcado para junho deste ano e que “parte dessa potência pode ser entregue antes de 2030, trazendo benefícios ao sistema elétrico, aos consumidores e ao meio ambiente”. Pereira classificou como “marco histórico” a inclusão do produto hidrelétrico no leilão e disse que ele “representa um passo decisivo para o futuro do setor elétrico”, reafirmando “o compromisso do Brasil com a confiabilidade do sistema elétrico, com a modicidade do custo da energia para os consumidores e com a sustentabilidade”. A portaria define o produto potência hidrelétrica 2030, aberto à participação de “empreendimentos de ampliação de capacidade instalada, por meio da instalação de novas unidades geradoras, de usinas hidrelétricas existentes, despachadas centralizadamente” e que preencham determinadas características regulatórias. Pela minuta de portaria divulgada em março do ano passado, prevendo o leilão para agosto do mesmo ano, a potência hidrelétrica seria ofertada para entrega a partir de janeiro de 2028. Após quase dez meses de discussões, as diretrizes definitivas acabaram postergando a entrada dessas usinas para 2030. Das 12 usinas hidrelétricas listadas em 2019 pela EPE como passíveis de ampliação, dispondo de “poços” instalados nas estruturas das suas barragens à espera de futuras unidades geradoras, sete delas possuíam as “principais estruturas” totalmente prontas. São elas as UHEs Luiz Gonzaga, Foz do Areia, Três Irmãos, Porto Primavera, Taquaruçu, Salto Santiago e Rosana. Também possuem “poços” em suas barragens, com estruturas parcialmente implantadas, as hidrelétricas São Simão, Jaguara, Xingó, Três Marias e Cachoeira Dourada. No dia 24 de janeiro a Aneel autorizou a ampliação da usina Três Marias, em Minas Gerais, para participar do leilão, o que representa um acréscimo de 163.000 kW de potência no sistema elétrico. Segundo a Brasil Energia apurou, entre as 12 listadas há usinas em condições de concluírem a ampliação em até 12 meses após a assinatura de contrato. E entre as concessionárias dessas usinas há casos de empresas que até assinaram pré-contratos com fornecedores de equipamentos. Abrage comemora inclusão de hidrelétricas, mas vê 2030 longe Marisete Pereira destacou que existem no país 7,4 MW de potencial hídrico para entrar no leilão, parte dele em condições de estar disponível antes de 2030
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=