Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 105 sunto, a Brasil Energia ouviu três consultores locais, Franceli Jodas, especialista da KPMG, Cyro Boccuzzi, sócio-diretor da ECOEE e presidente do Smart Grid Forum, e Alexandre Aleixo, especialista da Imagem. Todos, de maneiras diferentes, mostram os desafios das concessionárias em relação ao tema. “As boas práticas na gestão de equipes não são uma ciência de foguetes”, resume Boccuzzi. “Numa empresa de distribuição sempre haverá tarefas repetitivas, com interferências que exigirão a restauração da rede”. No seu entender, as atividades – do corte de vegetação à verificação in loco de medidores suspeitos de fraude – ainda exigem uma grande quantidade de pessoas. Como a atenção atual está voltada para a alocação de equipes de campo em situações de emergência, Boccuzzi lembra uma iniciativa que já existia há 30 anos: a preparação de times não voltados às situações graves que podem ser deslocados, em caso de necessidade, para a “frente de batalha”. Mas ressalvou que atividades em linhas de alta tensão e com uso de cesta aérea, entre outras, continuam a ser limitadas a profissionais treinados para isso. É o caso da Copel, que usa a previsão climática otimizada para atingir uma efetividade de 85% na mobilização de suas equipes de sexta a domingo. O sobreaviso nos finais de semana conta com dados da Simepar. Dependendo da severidade, a concessionária pode deslocar equipes de regionais diferentes, em curto prazo. Aqui entra uma diferenciação importante apontada por Aleixo, da Imagem. De acordo com ele, o fluxo de informações ficou mais rico, tanto no despacho das equipes, como no retorno de daALEXANDRE ALEIXO, especialista da Imagem: não é mais comum a disposição de equipes de plantão para emergências CYRO BOCCUZZI, sócio-diretor da ECOEE e presidente do Smart Grid Forum: as atividades ainda exigem uma grande quantidade de pessoas
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