Foto: Lucio Camargo/Unicamp 112 Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 NOVOS MODELOS E TECNOLOGIAS EM ENERGIA Explicando de outra forma: no modo conectado ao grid, a microrrede gerencia a tensão e a frequência da rede elétrica principal. Nesse caso, as fontes de energia renováveis são operadas com potência máxima. No modo ilhado, a microrrede se desconecta da rede principal e depende de recursos de energia distribuída (DERs) para fornecer carga, conforme explica o artigo do site de ciência aberta Frontiers, que consolida estudos sobre o EMS. O gerenciamento de fluxo de energia em tempo real é importante para que as concessionárias entendam melhor como funcionam os recursos de energia distribuídos, cada vez mais presentes em sua infraestrutura. Um ponto crítico nessa integração é que o fluxo de potência na carga passa a ser bidirecional, exigindo “uma flexibilidade maior do controle e da proteção dos sistemas de potência envolvidos”. Ainda de acordo com o Gesel, a ativação das microrredes também exige um acompanhamento técnico maior, devido ao número elevado de eventos de uma rede de fluxo bidirecional, com mais geradores próximos à carga. Eles acrescentam outros requerimentos: grande conhecimento nas áreas de controle e proteção flexíveis e simulações e gerenciamento de rede em tempo real. O uso de sensores e instrumentos de medida mais avançados do que os usuais é outra necessidade. Para que esse processamento aconteça sem ruídos, o sistema de comunicação é essencial. No caso da Unicamp, por exemplo, a microrrede é interligada por uma infraestrutura de fibra óptica própria e redundante. Isso garante a transmissão de dados em tempo real, o que alimenta as decisões do EMS. E mais: a tomada de decisão é ainda beneficiada pela inteligência artificial (IA), que foi treinada pelos especialistas da universidade. A atenção com cibersegurança também deve fazer parte do check list dos projetos, conforme o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE). Como demandam sistemas de comunicação e de dados bem afinados, as microrredes podem ser suscetíveis de serem atacadas digitalmente. Outro desafio para as microrredes é o custo. Os números do DOE mostram que o investimento oscilaria entre US$ 2 milhões CampusGrid, uma microrrede que combina sistema fotovoltaico de 565 kWp e sistema de baterias de grande capacidade (BESS) de 1 MW e autonomia de até 2 horas
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