e-revista Brasil Energia 490

Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 113 e US$ 5 milhões por MW. Esse valor pode variar de acordo com a localização, tamanho e complexidade do projeto. Equipamentos e instalações correspondem à 75% do total, seguidos dos aportes em construção, que somariam 15% do total. Já o projeto e a engenharia dos empreendimentos seriam responsáveis pelos 10% finais. No Brasil, as duas redes citadas têm valores diferentes. Os dados da CPFL indicam que o projeto da microrrede instalada na Unicamp custou R$ 25 milhões. Já a instalação da CLA, ativada pela Equatorial, custou R$ 17,6 milhões. Nesse último caso, a usina fotovoltaica possui 1,25 MWp, capaz de gerar 1.823 MWh de energia por ano. O projeto contempla ainda um sistema de armazenamento de energia (BESS), com potência instalada de 1MW e 1MWh de capacidade de armazenamento. Adicionalmente aos desafios técnicos e de investimentos, a regulação é um tema que precisa estar no radar do setor. No Brasil, ainda não há uma regulação específica, mas estudos atualizados podem ajudar nesse processo, como a tese de doutorado de David Baptista, também da Unicamp. Segundo ele, a regulação precisa endereçar melhor questões atuais como a proibição do funcionamento de microrredes de forma ilhada, desligadas da rede principal. Outro ponto de atenção é o estabelecimento de um modelo de negócio que compatibilize a atuação das concessionárias com a cobertura de microrredes, seja de quem elas forem. Para Baptista, as inovações tecnológicas vão ocorrer independentemente da vontade das distribuidoras. Aquelas que já tiverem projetos para entender as microrredes, caso da CPFL e Equatorial, entre outras, saem na frente da discussão. Vantagens Maior confiabilidade: as microrredes podem continuar a operar mesmo se a rede elétrica tradicional cair. Isso é especialmente importante para infraestruturas críticas, como hospitais, escolas e serviços de emergência. Maior segurança energética: ao reduzir a dependência de combustíveis fósseis e da rede elétrica tradicional, as microrredes fornecem energia mais segura e estável. A aplicação é estratégica em áreas onde as quedas de energia são comuns. Aumento da eficiência energética: as microrredes são projetadas para serem energeticamente eficientes, combinando fontes renováveis ​e sistemas de armazenamento, reduzindo o desperdício de energia. O resultado são custos menores para os consumidores. Melhoria do acesso à energia: as microrredes podem fornecer acesso à energia para comunidades remotas ou carentes que não estão conectadas à rede elétrica tradicional. Isso pode melhorar a qualidade de vida dos moradores e aumentar as oportunidades econômicas nessas áreas. Maior sustentabilidade: as microrredes dependem fortemente de fontes de energia renováveis, como a energia solar e eólica, reduzindo o uso de combustíveis fósseis e contribuindo para um futuro energético mais sustentável. Menores perdas: Ao permitir a geração descentralizada, as microrredes viabilizam a produção mais próxima da demanda, reduzindo as perdas de transmissão e tornando o sistema energético mais eficiente.

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=