Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 19 mãs. A mínima nas três é de 19 graus e as máximas sobem a 34 graus nas duas primeiras e a 33 na terceira. Mas não é apenas o calor constante que aproxima as duas secas cidades sertanejas, de longa história, da jovem e úmida matogrossense, fundada há menos de 40 anos. A chuvosa Sorriso entrou para o noticiário nacional como a Capital do Agronegócio, liderando há vários anos a produção de soja entre os 5.570 municípios do país, com mais de dois milhões de toneladas por safra. Já as tórridas Petrolina e Juazeiro surpreendem os pouco atentos às coisas da economia e do clima por serem há vários anos as capitais da fruticultura brasileira. De acordo com dados computados pelo economista João Ricardo Lima, pesquisador da Embrapa Semiárido, em 2023 o Vale do São Francisco, do qual as duas cidades são o epicentro, respondeu por 63% das mangas, 55% das uvas, 36% das goiabas e 15% dos cocos ofertados no mercado brasileiro em 2023. Em 2022, as produções de uva, manga, banana, goiaba, coco, melão e melancia do Vale geraram uma receita bruta de R$ 4,5 bilhões, de acordo com a mesma fonte. Quando se trata de vendas externas, em 2023 o São Francisco respondeu por 99% das exportações brasileiras de uvas e por 93% das de manga, representando uma soma de aproximadamente US$ 460 milhões. O rio São Francisco é a bomba natural de água que, ao longo dos seus 2.830 km, alimenta toda uma região Projeto de irrigação Nilo Coelho, da Codevasf, tem ponto de captação no leito do reservatório e respondeu em 2023 por R$ 2,5 bilhões do valor bruto da produção do polo Juazeiro/Petrolina, mais de 50% do total Foto: DINC
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