e-revista Brasil Energia 490

Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 27 mento. O mesmo se dá onde não haja disponibilidade de água doce suficiente, exigindo investimento em dessalinização de água do mar. Com o mapa das necessidades e disponibilidades na cabeça, o executivo da Eletrobras enxerga três tipos básicos de localizações para as futuras plantas de hidrogênio verde no Brasil: hubs dentro de portos, como deve ser o caso de Pecém, no Ceará; hubs em áreas importantes para a descarbonização, embora longe de portos, como o quadrilátero ferrífero de Minas Gerais; e os atendimentos exclusivos, com plantas dedicadas, por exemplo, a usinas siderúrgicas. Nessa configuração, Ricco vê o Nordeste brasileiro com a maior vocação exportadora, especialmente pela grande disponibilidade de energia renovável intermitente, muitas vezes jogada fora por falta de demanda ou de transmissão (curtailment), cuja perenidade será garantida pelas hidrelétricas existentes ou por futuros sistemas de armazenamento, incluindo as hidrelétricas reversíveis. Para os submercados do Centro-Sul do país, o especialista avalia que a tendência maior será produzir para o consumo doméstico, dada a proximidade com as maiores demandas internas. O importante, na avaliação de Ricco, é que o Brasil reúne todas as condições para ser um grande produtor para os dois mercados, faltando agora definir as políticas de incentivos corretas e as fontes de financiamento, BNDES à frente. No mais, é saber quem vencerá a corrida para construir e colocar no mercado a primeira planta comercial. “Espero que seja a nossa”, resume. n Complementação da energia solar com geração da UHE Itumbiara permite a produção de hidrgênio verde com energia constante, a preço competitivo

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