e-revista Brasil Energia 490

Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 51 plorada em 2024 (terra e mar), que totalizou de 179,7 mil km2, maior área em exploração desde 1998, quando houve a abertura do mercado de exploração e produção à iniciativa privada. Apesar da ampliação do número de blocos e da área explorada, a perfuração de poços exploratórios, maior parâmetro para a avaliação do desempenho do segmento, teve ligeira oscilação positiva, com o registro de apenas sete poços perfurados no mar, dois a mais que os cinco poços offshore perfurados em 2023, de um total de dez poços em 2024 (mar e terra), contra 22 no ano anterior. Os poços marítimos perfurados em 2024 foram nas bacias Potiguar, Espírito Santo, Campos e Santos, que resultaram em duas descobertas. O número mostra o baixo desempenho da atividade exploratória do país nos últimos anos, que já chegou a perfurar no mar 150 poços exploratórios em um ano, como em 2011, sendo 87 offshore e 63 onshore. A retração da atividade exploratória foi motivada principalmente pela impossibilidade de contratação de empresas investigadas na operação Lava Jato. A queda no desempenho do segmento causa preocupação no setor, diante da expectativa de declínio da produção sinalizada no Plano Decenal de Energia 2034 elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A última rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para exploração de petróleo e gás natural foi a 17ª Rodada, realizada em 2021. Desde então, blocos selecionados pela ANP e aprovada pelo CNPE passaram a ser disponibilizadas ao mercado por meio do sistema de Ofertas Permanentes de Concessão ou de Partilha. Já foram realizados quatro ciclos de Oferta Permanente de Concessão (2019, 2020, 2022 e 2023) e dois ciclos de Oferta Permanente de Partilha (2022 e 2023). O cenário eleva o risco de segurança energética do país, daí a pressão do setor para que os órgãos reguladores liberem a retomada da atividade em novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial. A exploração da Petrobras na Foz do Amazonas aguarda aprovação do Ibama desde o ano passado. Apesar do número menor de blocos perfurados, a exploração marítima, que é mais dispendiosa, recebeu mais investimentos que a exploração em terra em 2024. Foram investidos R$ 9,97 bilhões pelas empresas em 2024, sendo R$ 9,50 bilhões alocados no ambiente marítimo, dos quais R$ 8,50 bilhões na perfuração de poços. Bacias marítimas exploradas Os blocos exploratórios offshore sob contrato em 2024 estão localizados em nove bacias sedimentares brasileiras: Barreirinhas, Campos, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Pelotas, Potiguar, Santos e Sergipe-Alagoas. A bacia que mais concentrou esses ativos foi a de Pelotas, com 44 blocos, seguido das bacias de Santos com 32 e a de Campos com 29 blocos. As operadoras com maior número de blocos no período foram Petrobras (61), Shell (23) e Chevron (15) Na Bacia de Pelotas, os 44 blocos exploratórios marítimos sob contrato de concessão, com uma área de 28,6 mil

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