Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 67 Mesmo já sendo beneficiada pela grande participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, a indústria do cimento no país segue investindo em processos ambientalmente mais eficientes e competitivos, comparados aos resultados obtidos por seus pares globais. Juntas as fábricas brasileiras de cimento ainda contribuem com 2,3% das emissões de GEE no país, número bastante expressivo, porém cerca de um terço da participação da indústria cimenteira mundial nas emissões globais, de acordo com dados da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). O coprocessamento é um dos fatores responsáveis por essa diferenciação, queimando nos altos-fornos resíduos industriais e urbanos para atender a grande demanda de energia térmica. É nos altos-fornos que o calcário e a argila moídos são submetidos a um processo de calcinação a temperaturas de 1.450 ºC para a obtenção do clínquer – o principal componente do cimento e a matéria-prima mais intensiva em emissões de CO2 e em consumo de energia. Durante muitos anos, o poluente coque, um derivado pesado do petróleo, foi o principal combustível utilizado para a geração de calor nos altos-fornos. Mas, com o objetivo de reduzir as emissões de CO2, a indústria cimenteira passou a adotar cada vez mais o coprocessamento em substituição ao coque, queimando diversos resíduos como carA indústria cimenteira passou a adotar cada vez mais o coprocessamento em substituição ao coque, queimando resíduos como chips de pneus usados
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