Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 69 De acordo com Fabio Cirilo, gerente de Ecoeficiência e Energia, a empresa está montando sua estratégia de transição energética e descarbonização em quatro grandes pilares: coprocessamento e uso de materiais cimentícios como substitutos ao clínquer; aumento da eficiência energética; uso de fontes renováveis de energia; e desenvolvimento de tecnologias. Em 2019, a companhia criou a Verdera, unidade de negócios dedicada a oferecer serviços de gestão, processamento, coleta, transporte e destinação final de resíduos para o coprocessamento. Quatro anos depois, graças à Verdera, mais de 1 milhão de toneladas de resíduos foram utilizadas como combustível nos fornos da Votorantim no Brasil e na América do Norte. No ano passado, a Verdera terminou a ampliação da unidade de pré-trituração de resíduos em Itaperuçu (PR), para ampliar a oferta de resíduos para a fábrica de Rio Branco do Sul (PR). Outro fator que contribuiu para o resultado foi a substituição do clínquer por subprodutos vindos de outras indústrias, como escórias siderúrgicas e cinzas de termelétricas, promovendo a economia circular, além de pozolana natural (rocha de origem vulcânica) e argila calcinada. No pilar do aumento de eficiência energética, a empresa iniciou, por exemplo, em sua fábrica de Salto de Pirapora (SP), um projeto de modernização da linha de produção que inclui o aumento da capacidade de substituição térmica da unidade. Cerca de R$ 180 milhões estão sendo investidos especificamente nesse projeto. Fábrica da InterCement em Cajati (SP): empresa está ampliando a eficiência energética de todas as unidades, por meio da troca de equipamentos por modelos que permitam melhor performance Foto: Divulgação
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