Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 7 Jerson Kelman considera que o setor elétrico pode corrigir boa parte das distorções separando lastro e energia e remunerando ambos pelo que oferece ao consumidor. E explica. Desde que o suprimento hidrotérmico do passado evoluiu para o complexo sistema atual, em que as fontes intermitentes, solar e eólica, passaram a responder por parte significativa da oferta e o mercado livre atrai mais e mais adeptos, o consumidor não compra apenas MWh. “No passado, não se levava em conta nem se remunerava fatores como despachabilidade, inércia e flexibilidade, porque eram intrínsecos à geração hidrelétrica e termoelétrica. Mas as fontes eólica e solar não podem garantir esses atributos extremamente essenciais à estabilidade do sistema e crescem sua participação na matriz todos os dias. Em outras palavras, antes a métrica Reais por MWh satisfazia. Hoje não mais”. Para ele, perdemos a oportunidade de ir em frente com a CP33, em 2017, e se não conseguirmos resgatar esse modelo dentro da reforma do setor elétrico será preciso encontrar uma alternativa. Então ele apresenta a ideia inovadora de uma Unidade Geradora Ideal, capaz de reunir e oferecer todos os atributos “Separar lastro de energia é cada vez mais inadiável” Em meio à expectativa e pressão crescentes por uma nova reforma do setor elétrico, a Brasil Energia conversou com Jerson Kelman, um dos especialistas mais reconhecidos no país pelas suas passagens como gestor da ANA, Aneel, ONS, Sabesp e Light. | POR LIANA VERDINI |
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