e-revista Brasil Energia 490

76 Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 AÇÕES EM TRANSIÇÃO ENERGÉTICA dades adequadas para garantir a geração de energia elétrica na região a baixo custo, substituindo o poluente e caro óleo diesel nas termelétricas. Bons resultados foram obtidos, por exemplo, no projeto ‘Geração de Energia Elétrica com Etanol da Mandioca na Amazônia’, realizado no período de 2010 a 2013 por meio de parceria do Centro de Desenvolvimento Energético Amazônico (CDEAM), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Instituto Energia e Desenvolvimento Sustentável (Inedes). A pesquisa foi custeada com recursos da concessionária Manaus Energia no âmbito do Programa de P&D da Aneel. O projeto envolveu duas frentes de pesquisa: uma abrangendo a parte agrícola, a cargo da Embrapa, visando identificar cultivares mais propícios à produção de bioetanol de mandioca; a outra frente focou na ampliação de uma termelétrica a diesel para operar também com etanol. Conforme explica Rubem Cesar Souza, diretor do CDEAM, na ponta da lavoura foram selecionadas cinco cultivares da chamada mandioca brava, desenvolvidas pela Embrapa para a Região Amazônica. A mandioca brava contém maior nível de compostos cianogênicos do que a mandioca mansa, mais conhecida como aipim. Por esse motivo a mandioca brava é fatal se consumida como o aipim. Mas, curada nas chamadas casas de farinha, a mandioca produz o alimento que é básico em toda a região amazônica. Biorrefinaria montada para produzir o etanol no Amazonas, de acordo com as especificações da ANP alcançou produtividade de 150 litros de bioetanol por tonelada de mandioca

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