e-revista Brasil Energia 490

Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 99 | POR ESTHER OBRIEM | O presidente da Associação Brasileira de Geração Térmica (Abraget), Xisto Vieira Filho, elogiou as diretrizes do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) 2025. Segundo o executivo, o MME vai promover um certame de confiabilidade e não somente de atendimento de ponta. Estarão aptas a participar hidrelétricas, térmicas a gás e a biocombustíveis. Por outro lado, as usinas a carvão, óleo diesel e óleo combustível não serão contempladas. “A portaria permitiu a participação de máquinas que chamamos de sincronizadas ao sistema. Outro aspecto positivo é que tivemos uma consulta pública para expor os nossos pontos de vista e observamos que as nossas colocações foram levadas em consideração, com melhorias expressivas na portaria final”, disse à Brasil Energia. Energia nova e existente Na concepção da Abraget, a separação entre energia nova e existente não deveria ocorrer. “Na cabeça de muitas pessoas, o pensamento é o seguinte: na energia nova, será necessário fazer vários investimentos, enquanto na energia existente, o custo está amortizado. Isso é um equívoco”, explicou Xisto. Ele pontuou que os requisitos são diferentes conforme os leilões, especialmente em um período de transição energética. No caso do LRCap, Vieira Filho acredita que algumas usinas existentes precisarão fazer retrofit para conseguir atender às exigências estabelecidas no certame e os custos podem ser elevados. Ele reforçou a importância da competição entre a energia existente e nova, mas lamentou a ausência de térmicas a óleo nos produtos disponibilizados no certame. Para o presidente da Abraget, as usinas a óleo de partida são extremamente rápidas e favorecem o ONS. “Se eu deixo essas usinas como estão atualmente, elas vão entrar em partida e depois que as usinas de maior porte entrarem em ação, elas desligam. O nível de emissão dessas usinas, de partir e logo depois desligar, é muito baixo”, comentou. Flexibilidade necessária Os empreendimentos do LRCap 2025 deverão ter características de flexibilidade operativa para atenderem os despachos definidos na programação diária do ONS. As usinas existentes devem apresentar, dentre outras condições, tempo de até 12 horas ligadas e de até quatro horas desligadas. A rampa de acionamento deve ser de até oito horas, enquanto a de desligamento de até uma hora. Já as usinas novas precisam ter tempo de até oito horas ligadas e desligadas. A rampa de acionamento precisa ser de até duas horas e a de desligamento de até uma hora. Abraget: LRCap 2025 será um certame de confiabilidade Para Xisto Vieira Filho, separação entre energia nova e existente limita competitividade dos produtos a serem ofertados no leilão previsto para junho

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