e-revista Brasil Energia 491

Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 15 O relatório Hydrogen, divulgado em janeiro pela GlobalData, destaca que a economia do hidrogênio está em fase crítica de desenvolvimento. A demanda não aumenta no ritmo previsto cinco anos atrás, quando empresas ao redor do globo começaram a anunciar planos de transição energética. Segundo o documento, aproximadamente 83% da capacidade de hidrogênio de baixo carbono que entrará em operação até 2030 será proveniente de usinas de hidrogênio verde, enquanto o restante será de hidrogênio azul (gás natural com captura de carbono). As capacidades de hidrogênio roxo (nuclear) e turquesa (metano) devem ser baixas. Somente cerca de 2% da capacidade total esperada até 2030 está atualmente operacional. “Como o hidrogênio é uma matéria-prima essencial nos processos de downstream de petróleo e gás, mudar para hidrogênio de baixo carbono ajudaria as empresas a reduzir sua pegada de emissões. Ele também tem um potencial enorme no setor de transporte”, pontuou o analista de Óleo e Gás da GlobalData, Ravindra Puranik. A previsão é que a indústria de petróleo e gás continue a impulsionar o hidrogênio e que surja uma demanda adicional pelo energético em indústrias como metalurgia e automotiva. No caso dos transportes, Puranik pontuou que o potencial do combustível é elevado em decorrência das propriedades de densidade energética. “Empresas de petróleo e gás anunciaram novas plantas de hidrogênio azul e verde, que devem estar operacionais até 2030. No entanto, há uma necessidade de expansão da rede de distribuição de hidrogênio em escala, o que inclui a adição de novos gasodutos”, afirmou. n Maior projeto de H2V do mundo, Green Hydrogen Pilot Project, da Sinopec, está instalado na China e produz com energia solar Foto: Divulgação/Sinopec

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