e-revista Brasil Energia 491

Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 19 | POR CHICO SANTOS | O dia 27 de novembro de 2024 representou uma data significativa no contexto do Setor Elétrico Brasileiro (SEB): naquela data, cinco anos antes, o consórcio Norte Energia acionava a última das 18 turbinas do complexo hidrelétrico Belo Monte, completando a capacidade de projeto da maior usina 100% brasileira. Belo Monte tem capacidade de 11.233 MW, incluídos os 233 MW das seis turbinas tipo bulbo da casa de força complementar da UHE Pimental, instaladas no canal de fuga do chamado trecho de vazão reduzida do rio Xingu. Com a conclusão de Belo Monte, ficava pronto o conjunto do que foi socioambientalmente viabilizado das chamadas usinas estruturantes da Amazônia, representadas em termos macro, além da gigantesca usina do Xingu, pelas UHEs Jirau (3.750 MW) e Santo Antônio (3.568 MW), formadoras do chamado Complexo do Madeira, e ainda pela UHE Teles Pires (1.820 MW), para ficar apenas nas usinas com mais de mil MW de capacidade. Das três últimas, Santo Antônio foi inaugurada em 2012 e as outras, em 2016. Na verdade, o termo “estruturante” foi aplicado pelo CNPE entre 2007 e 2009 Os números anuais do ONS mostram que a participação das estruturantes na carga dos últimos cinco anos foi fortemente afetada pela seca extrema que atingiu a bacia do Madeira em 2023 e 2024 e a do Xingu somente em 2024

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