Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 31 navios gaseiros, e participou da assinatura de protocolos de intenções para o reaproveitamento de plataformas da estatal que estão em fase de desmobilização. A inserção da Transpetro no mercado de amônia faz parte da primeira iniciativa. No governo, o programa de renovação da frota da estatal é tratado como uma âncora de desenvolvimento, geração de emprego e renda, assim como foi o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), lançado no primeiro mandato do petista. Dessa vez, a Transpetro planeja construir 25 navios e tem incentivado o conteúdo local, com a oferta, principalmente, de taxas de juros diferenciadas no financiamento do Fundo de Marinha Mercante (FMM) para a empresa que privilegiar a indústria brasileira. A primeira licitação foi concluída em novembro do ano passado, com a contratação de quatro embarcações de classe handy ao consórcio formado pela Ecovix e MacLaren. O TP 25 prevê a aquisição de navios de cabotagem, incluindo gaseiros e unidades de médio porte, além dos handy do primeiro edital. Ao todo, a Petrobras planeja construir 16 navios, como informou em seu planejamento estratégico. Os oito da licitação lançada pela Transpetro em fevereiro vão ter capacidades de 7 mil, 10 mil e 14 mil m3. Essa contratação vai triplicar a capacidade da empresa de transportar GLP e derivados e vai permitir o transporte de amônia. A ampliação da frota de gaseiros, de seis para 14 navios, acompanha a expectativa de crescimento do mercado de gás natural, de acordo com a Petrobras. Além disso, a estatal precisa atender à demanda na costa brasileira e na navegação fluvial. Com as contratações, a capacidade da empresa de transportar o insumo vai passar de 36 mil para até 108 mil m3. A concorrência foi dividida em dois lotes, que não podem ser vencidos pelo mesmo estaleiro ou consórcio. Um deles é para a compra de cinco navios - três embarcações de 7 mil m3 e duas de 14 mil m3 de capacidade. Esses gaseiros vão ser do tipo pressurizado, destinados ao transporte de GLP e derivados. O outro é para a construção de três navios com capacidade de 10 mil m3, do tipo semi refrigerado. Como diferencial, essas embarcações também vão poder carregar amônia, que não é transportada atualmente pela Transpetro. As empresas interessadas têm até maio para apresentar propostas. O primeiro navio deve ser lançado em até 30 meses após a formalização do contrato. Os demais devem ser entregues sucessivamente a cada seis meses. Segundo a Petrobras, os futuros gaseiros vão ser até 20% mais eficientes em termos de consumo, vão propiciar uma redução de 30% nas emissões de gases do efeito estufa e vão estar aptos para atuar em portos eletrificados. “A expectativa é que essas iniciativas impulsionem a geração de empregos e ampliem a participação da indústria brasileira no setor naval e offshore. A contratação dos gaseiros que anunciamos hoje está em linha com nossos esforços para renovação e ampliação da frota da Transpetro e com o aumento gradativo da nossa produção de gás natural. Além disso, vai proporcionar menor exposição aos afretamentos”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. n
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