e-revista Brasil Energia 491

Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 39 A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê oito projetos de gasodutos de transporte para os próximos anos, segundo dados da 4ª edição do Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG) 2024. Os possíveis oito projetos têm cerca de 2,3 mil km e abrangem alternativas para o gás argentino, gargalos na malha atual, interiorização do gás natural e biometano. Lançado em fevereiro, o PIG prevê investimentos de R$ 29,308 bilhões e potencial geração de mais de 80 mil empregos, com um provável impacto de mais de R$ 16 bilhões no PIB do país (0,15%). A diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, Heloisa Borges, afirmou que em abril está previsto a abertura de chamada pública para estimar a demanda efetiva por serviços nas infraestruturas dos elos da cadeia do gás e identificar o potencial de oferta e demanda de gás natural e biometano. O plano aponta dois gasodutos que poderão ajudar na integração de gás entre o Brasil e a Argentina: Porto Murtinho/ MS – Campo Grande/MS (alternativa via Paraguai) e Uruguaiana/RS – Triunfo/RS. O primeiro é baseado em um projeto proposto pelo Paraguai, mas que ainda precisa de avaliação das outras partes. Este teria 392 km de extensão, 32” de diâmetro e faixa de servidão com 20 m de largura, e o traçado definido atravessaria 11 municípios do Mato Grosso do Sul. A ideia é que este gasoduto conecte uma futura estação de medição, no município de Porto Murtinho, à Estação de Compressão (Ecomp) de Campo Grande já operacional do Gasbol, no município de Campo Grande. Parte da infraestrutura do Gasbol seria aproveitada para escoar o gás argentino através de uma rota que atravesse o Paraguai. O país quer viabilizar essa alternativa, pois vê uma chance de se integrar ao mercado sul-americano do combustível. O segundo gasoduto teria 593 km de extensão, 24” de diâmetro e faixa de servidão com 20 m de largura, sendo construído inteiramente em faixa nova. O traçado definido atravessaria 12 municípios do Rio Grande do Sul. O projeto deste segundo é uma alternativa que já foi estudada no PIG 2019 e foi reavaliado no PIG atual, com foco em um caminho menor para a conexão entre

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