Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 53 a região Sul. A matéria prima são dejetos de animais e resíduos agrícolas, segundo levantamento realizado pelo Cibiogás. Além de atender alguns municípios exclusivamente com o biometano, a Compagas já planeja misturá-lo ao gás natural, a uma proporção de 15% em toda sua área de atuação, ainda neste ano. Para isso, a concessionária conta com o primeiro suprimento de 20 mil m3/dia de biometano da H2A, a partir de meados do ano. O biogás será produzido com dejetos suínos e bovinos. Para dar suporte à futura demanda, a Compagas já realizou duas chamadas públicas, tendo a primeira chamada, realizada em 2023, resultado em propostas de cerca de 380 mil m3/dia de gás renovável. A segunda chamada pública foi realizada em março de 2024, tendo como saldo 14 propostas no total de cerca de 320 mil m3/dia. Santa Catarina A SCGás, que atende o mercado catarinense, ainda não distribui o biometano. Mas considera o combustível um indutor em potencial para viabilizar o atendimento de regiões mais afastadas do estado. Ao contrário das congeneres do Paraná e São Paulo, a concessionária catarinense pretende desenvolver sistemas isolados, ao invés de estender as redes de gasodutos para essas regiões mais distantes, com elevados investimentos e longos períodos de maturação dos projetos. Há um grande potencial de produção do biometano no interior do estado. Estudos do CIBiogás e da UFSC indicam um potencial diário de mais de 3 milhões de m3 de biometano em Santa Catarina e capacidade viável de produção de 160 mil m3/dia. Esse potencial está concentrado, em grande parte, no Oeste do estado. O planejamento da companhia inclui projetos de biometano na região litorânea, no sul e no oeste do estado orientado para a indústria, transporte, comércio e residências. Antônio Rogério Machado Jr., engenheiro da Gerência Comercial Industrial e Veicular, disse que a SCGás ainda não firmou contratos para a compra de biometano porque as ofertas recebidas nas chamadas públicas realizadas apresentaram valores superiores ao do gás natural. Junto ao aterro industrial, a Cetric, em Chapecó, possui planta de geração de biogás para energia elétrica e de biometano para uso veicular em frota própria
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