Brasil Energia, nº 492, 28 de março de 2025 103 planejamento da expansão da fonte hídrica e atua em sintonia com pesquisas para auxiliar no desenvolvimento e implantação de usinas fotovoltaicas flutuantes nas superfícies dos reservatórios das hidrelétricas e estudos para implantação de usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs), associados à busca por soluções de armazenamento. As mudanças climáticas e a busca por uma transição energética justa, que traga sustentabilidade ao sistema com o desenvolvimento das fontes limpas e renováveis, é o foco do projeto Mudclima. Seu objetivo é mapear o grau de vulnerabilidade às mudanças climáticas do entorno das usinas hidrelétricas para, a partir daí, elaborar ações de adaptação. Na área do sistema operacional e gestão de ativos, o Cepel desenvolveu os chamados Cartões de Saúde dos Ativos, cartões digitais que concentram uma visão detalhada do estado de cada unidade operacional de modo a auxiliar na priorização de ações na área de operação e manutenção (O&M). O Centro desenvolveu também sensores com conectividade WiFi com o mesmo objetivo de auxiliar no monitoramento dos ativos. Dentro do escopo de operação, os técnicos do Cepel desenvolveram as soluções Gevazp e Previvaz, cujos objetivos são gerar cenários de possíveis afluências e de previsão de vazões. O PrevIA é a versão mais avançada das previsões de afluências, utilizando ferramentas de inteligência artificial, no caso, machine learning. Nem tudo nos sistemas do Cepel voltados para hidrelétricas está focado na geração de energia. O sistema Cheias engloba um conjunto de modelos voltados para o uso dos reservatórios das usinas para o controle das cheias dos rios, dentro de uma concepção de uso múltiplos das suas águas. Laboratórios de vanguarda Para o desenvolvimento dos seus sistemas, projetos e pesquisas o Cepel conta com dois laboratórios, um na sede principal, localizada na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, ao lado do campus da UFRJ, e outro em Adrianópolis, bairro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde se localiza a subestação do mesmo nome da Eletrobras, uma das mais importantes para as conexões do SIN. Neles, os pesquisadores do órgão desenvolvem seus ensaios em áreas como corrosão, química, metalografia, mecatrônica, alta potência, alta, extra e ultra-alta tensão, smart grids e subestações digitais. Segundo a Eletrobras, a maioria dos Nos laboratórios do Cepel, pesquisadores desenvolvem seus ensaios em áreas como corrosão, química, metalografia, mecatrônica, alta potência, alta, extra e ultra-alta tensão, smart grids e subestações digitais Foto: Arquivo Cepel
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