e-revista Brasil Energia 492

16 Brasil Energia, nº 492, 28 de março de 2025 transição energética bridos flex, movidos a célula combustível, entre outros, que se adaptarão a diferentes regiões e usos, considerando- -se fatores econômicos e relacionados com a infraestrutura, por exemplo. Roberto Braun, diretor de Comunicação & ESG da Toyota do Brasil, concorda. “Não há uma preferência por uma tecnologia ou por outra, por um combustível ou outro. Eu acho que nós temos que trabalhar naquilo que é viável para o país”, disse ele, citando o acordo de cooperação Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil (MBCB), do qual faz parte e que reúne empresas e entidades para promover a mobilidade de baixo carbono no setor de transportes. “Como um país com agricultura diversificada, o Brasil conta com diferentes insumos para a produção de biocombustíveis, o que nos permite escolher várias rotas tecnológicas para a descarbonização”. Mas ressalvou que o país conta com 50 anos de experiência com o etanol, 22 anos de experiência com a tecnologia flex e 6 anos de uso da tecnologia híbrida flex – fatores que diferenciam o Brasil em relação ao restante do planeta, quando se trata de transição energética no segmento de mobilidade. Como especialistas, lembram que o etanol possui infraestrutura e logística bastante desenvolvida no país, que permite o suprimento em todas as regiões, vantagem que os veículos elétricos, por exemplo, não têm. Rodrigues destaca que há uma preocupação grande, quando se busca promover mudanças na mobilidade, em reduzir emissões. A partir de 2027, destacou, a métrica para contabilizar as emissões será o conceito do “berço ao túmulo”, que mede a pegada de carbono de todas as etapas da fabricação de componentes e veículos, do seu uso e do descarte. Para especialistas, esse conceito favorece os veículos híbridos a etanol. Braun acrescentou que o etanol poderá contribuir para o desenvolvimento de outras rotas tecnológicas, como as células combustíveis a hidrogênio. “Se a genUsina de milho da FS em Lucas do Rio Verde (MT): produção de etanol de milho cresce aceleradamente no Centro-Oeste do país Divulgação/FS

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