e-revista Brasil Energia 493

16 Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 armazenamento No seu entender, a maior viabilidade financeira são BESS acoplados a usinas solares, sendo que quanto maior o vertimento delas, maior será a sinergia operacional. Mas também aposta em sistemas autônomos, que provavelmente serão alocados no Sul ou Sudeste, mais próximos da carga e funcionando como capacidade despachável a qualquer momento do dia. Nesse último caso, a estratégia deve priorizar a interligação com subestações também com menor custo de Tust, a tarifa de uso de sistemas de transmissão. A dúvida é qual Tust deverá ser cobrada – se de geração ou de consumo. “Se for de geração, todos os sistemas autônomos devem migrar para o Sul- -Sudeste”, diz. “Se a Aneel entender que seria uma Tust de consumo, que não faz sentido, esses sistemas podem migrar para o Centro- -Oeste”, diz Vlasits. Para ele, caso o setor traga as baterias autônomas para o Sul-Sudeste, a regulação deverá estabelecer como sinal locacional a compra da geração. Oportunidades nos nichos Além do leilão exclusivo, o presidente da Absae ainda vê outros segmentos de mercado potencial crescente, como as diversas soluções em sistemas isolados ou como complemento de empresas que compram energia no mercado livre: “A migração traz reduções entre 20% e 25% na fatura. O uso de armazenamento pode acrescentar outros 15%, dependendo das condições”. Ainda segundo o presidente da associação do setor, existe oportunidade para os sistemas de armazenamento crescerem associados à mini e microgeração distribuída (MMGD) e com a interligação nas redes das distribuidoras e em sistemas offgrid. Opinião também compartilhada por Leonardo Lins do Carmo, head de MarkeBESS da EDP junto ao parque fotovoltaico Bailesti, na Romênia: para presidente da Absae, BESS acoplados a usinas solares têm maior viabilidade financeira Divulgação/EDP

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