e-revista Brasil Energia 493

Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 35 O usuário de energia elétrica de baixa tensão tem várias dificuldades para decifrar a conta de energia. O problema começa no entendimento de como funcionam os reajustes e continua com a falta de clareza nas faturas. Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa encomendada pela Aneel e que faz parte do projeto de sandboxes tarifários atualmente em andamento. O levantamento, realizado pela Innovare Pesquisa também contou com apoio da Abradee, entidade que reúne as distribuidoras, e mostra que a maioria dos consumidores desconhece a agência e a confunde como parte do governo ou mesmo das concessionárias. Além disso, existe por parte dos usuários um comportamento passivo: a maioria não lê os detalhes da fatura mensal, concentrando-se apenas no valor final. Os resultados não parecem novidade para quem é do setor, mas o ineditismo do levantamento é avaliar – antecipadamente – os novos modelos de tarifação em estudo nos nove sandboxes tarifários atualmente em andamento. Com eles, as opções estudadas saem da atual tarifação monômia para os consumidores de baixa tensão, que considera apenas o fator volumétrico baseado em kWh. Para a consultora Ângela Gomes, da PSR, embora a pesquisa tenha sido mais direcionada para os novos modelos de tarifação, é possível usar os resultados para implementar melhorias agora. Em conversa com a Brasil Energia, ela lembra que a maior transparência pode, pelo menos, orientar o consumidor a “caber” dentro da conta dele, ou seja, entender como pode economizar. Aliás, a primeira opção avaliada no levantamento é a tarifa fixa, como já existe atualmente, porém com acréscimo de novidades como cashback e reembolsos. Ambas as iniciativas são vistas como diferenciais para tornar o consumidor mais consciente. Entre os consumidoFoto: Freepik

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