e-revista Brasil Energia 493

Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 57 Já está operando a planta piloto do projeto CO2CHEM, da Repsol Sinopec Brasil em Campinas (SP), que tem como objetivo a produção de combustíveis renováveis a partir do CO2 retirado do ar. Com um investimento de R$ 20 milhões, a expectativa é de que o projeto tenha a capacidade de consumir até 1 tonelada de CO2 produzindo cerca de 20 litros de combustível renovável por dia. O CO2CHEM utiliza CO2 e água como matéria-prima para a produção de combustíveis renováveis. O CO2 utilizado pode ser proveniente de qualquer fonte. E, através da eletrólise da água, é produzido o hidrogênio, insumo necessário para a conversão do CO2. O processo garante um ciclo fechado de produção e consumo de CO2, e o maquinário é suprido por fontes de energia renovável. “O nosso objetivo com o CO2CHEM foi encontrar alternativas tecnológicas para produção de combustíveis renováveis que pudessem utilizar o CO2 como matéria-prima. A planta piloto, que fica em Campinas, tem um tamanho pequeno em relação a outras plantas industriais, mas nos permitirá investigar diferentes caminhos para chegar a esse objetivo, além de testar as possíveis interligações do projeto com outras iniciativas de inovação”, explicou Cassiane Nunes, gerente de pesquisa da Repsol Sinopec e uma das responsáveis pelo projeto. Uma das metas é utilizar o carbono capturado pelas iniciativas desenvolvidas pela companhia, como o DAC 300TA, equipamento que tem o potencial de capturar anualmente até 300 toneladas de CO2 direto da atmosfera. Os próximos passos do CO2CHEM incluem testes para validar a eficiência do combustível produzido e sua eficiência em motores, além de estudos sobre possibilidade de aumentar a escala do equipamento e sobre a viabilidade econômica. Investimento em descarbonização A planta piloto faz parte da estratégia da Repsol Sinopec Brasil de direcionar mais de 50% do seu investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para tecnologias que impulsionem a descarbonização e as energias renováveis, estando alinhada, também, com o objetivo do Grupo Repsol de atingir zero emissões líquidas até 2050. “O CO2CHEM reafirma a posição de liderança do Brasil na busca por soluções inovadoras para fortalecer o processo de transição para uma economia de baixo carbono”, disse Alejandro Ponce, CEO da Repsol Sinopec Brasil. Desenvolvido por meio da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da ANP e com o apoio financeiro da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o projeto é fruto da parceria entre a Repsol Sinopec Brasil com a Hytron (do Grupo Neuman & Esser), empresa responsável pela coordenação do desenvolvimento tecnológico, fabricação e testes da planta piloto; o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, que desenvolveu modelos de representação da planta e modelos econômicos, além de realizar experimentos laboratoriais; e com a Universidade de São Paulo (USP), que viabilizou suporte laboratorial para testes por meio do Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI). n

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