Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 21 A Petrobras colocou um limite de preços para contratar FPSOs. Ela não quer pagar mais do que US$ 3,5 bilhões pelas unidades produtoras, cerca de US$ 500 milhões a menos do que está sendo cobrado, em média, pelo mercado. Com os equipamentos e serviços inflacionados, os valores, sobretudo de afretamento, saltaram da faixa de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões, nos últimos anos. Para reduzir os preços, a Petrobras, em contrapartida, está disposta a receber FPSOs mais simples, com topsides mais leves. “A gente está numa toada de simplificação dos nossos projetos. O peso dos topsides dos projetos é uma das medidas de complexidade. Quando fizemos os primeiros replicantes, que foram os FPSOs instalados nos campos do pré- -sal, o peso dos topsides não passavam de 30 mil toneladas. Os (do campo) de Búzios estão passando de 60 mil toneladas. A gente precisa voltar para o básico”, afirmou a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi. Ela afirma que os projetos dos replicantes estão funcionando como referência no trabalho de simplificação dos projetos dos FPSOs. “Concluímos já esse estudo e estamos implementando em vários projetos. O de (revitalização do campo de) Albacora está bem mais simples. Implementamos várias simplificações em SEAP I e II. Por conta disso, os licitantes pediram mais 60 dias (para modificar suas propostas para SEAP)”, disse a executiva. No projeto SEAP, a Petrobras aceitou a ideia proposta por um dos licitantes, de reduzir o número de um conjunto de máquinas de um dos módulos da unidade à metade, desde que fossem usadas máquinas de maior porte. O desempenho vai ser o mesmo e o projeto vai ficar mais simples. “Estudamos melhor o projeto e chegamos a uma solução tecnológica, com redução de custo de um módulo. Estamos adotando isso em vários projetos. A redução de custos e otimização farão parte de todos os projetos”, afirmou à Brasil Energia o coordenador estratégico do Programa Fortalece FPSO, Lourenço Lustosa Fróes. Atualmente, a Petrobras mantém aberta as licitações de contratação dos projetos de Albacora, SEAP I e II e Marlim Leste e Sul. Além deles, está contratando uma série de equipamentos submarinos. “A parte de subsea, no último ano, deu um crescimento enorme (de preços), até por conta de falta de competição. A gente estava com praticamente dois fornecedores. A gente trabalhou forte com o mercado. Fomos buscar novos fornecedores e, na última licitação, tivemos a grata surpresa de ter quatro propostas, com preços bem abaixo das outras licitações que a gente tinha feito”, ressaltou ela. n
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