e-revista Brasil Energia 494

Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 37 Maior usina do Sul do país fora da calha do rio Paraná é guardiã contra cheias do rio Iguaçu e poderá crescer quase mil MW com leilão de capacidade | POR CHICO SANTOS | A cheia do rio Iguaçu em junho de 2014 foi uma das mais severas, rivalizando e até superando em alguns aspectos a alta histórica de julho de 1983. A vazão do rio paranaense nas Cataratas do Iguaçu ultrapassou os 46 mil m3/s, recorde que permanece até hoje. Em 1983 ela havia sido de 35 mil m3/s. Ainda assim, de acordo com o noticiário da época, o nível máximo alcançado pelo rio foi de 8,3 metros, contra 10,43 metros em 1983, sendo, consequentemente, os danos causados naquela época maiores do que os registrados há 11 anos. O reservatório da UHE Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, mais conhecida como Foz do Areia, teve papel importante no controle da cheia de 2014. Diferentemente de 1983, quando a usina tinha menos de três anos de inaugurada (dezembro de 1980), em 2014 ela já era longamente conhecida e estudada e a operação do seu reservatório pode fazer a diferença, conforme relato do engenheiro Leandro Nacif, gerente do Centro de Operações de Geração e Transmissão da Copel, concessionária da usina. Reservatório da hidrelétrica Foz do Areia, de 1.676 MW e responsável por 28,74% da capacidade de armazenamento do subsistema Sul, teve papel importante no controle da cheia de 2014 Foto: Arquivo Copel

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=