e-revista Brasil Energia 494

72 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 combustíveis “Neste momento, o desafio é que se avance na regulamentação da lei para definir os parâmetros de previsibilidade e segurança jurídica para apoiar os investimentos a serem realizados para produção de diesel verde”, disse Battistella. Acelen e o HVO da macaúba A macaúba, uma palmácea nativa do Brasil, é a aposta da Acelen para produzir HVO e SAF em uma biorrefinaria a ser construída nas proximidades da refinaria de Mataripe, na Bahia. A biorrefinaria faz parte de um projeto integrado que abrange desde a lavoura até as instalações industriais, tendo como preocupação central a garantia da oferta dos biocombustíveis. A companhia prevê investimentos de US$ 3 bilhões nessa unidade integrada para produção de combustíveis renováveis, com expectativa de atingir a produção de 1 bilhão de litros/ano. Para assegurar a quantidade de matéria-prima a esta produção, a empresa planeja cultivar a macaúba em uma área de 180 mil hectares distribuídos entre Minas Gerais e Bahia. A biorrefinaria está na fase de final do projeto de engenharia e a expectativa é que as obras de implantação tenham início no próximo ano, visando operar entre dezembro de 2027 e início de 2028. “A biorrefinaria será flexível, podendo produzir tanto o HVO quanto o SAF”, prevê Marcelo Lyra, vice-presidente de Comunicação, ESG e Relações Institucionais da Acelen. A produção da biorrefinaria poderá ser destinada a um produto ou outro de acordo com a demanda do mercado. A companhia já está firmando contratos com uma grande prevalência de interessados no SAF, notadamente companhias aéreas. Como o ciclo de crescimento da palmeira da macaúba pode levar até 4 anos, a expectativa da empresa é iniciar a produção com outros óleos, como o de soja, e ir formulando blends com o óleo da macaúba conforme a produção da lavoura avance. A escolha da macaúba como matéria prima se justifica pelo alto poder energético da planta, que é 7 a 10 vezes mais produtiva por hectare plantado em comparação com a soja. A Acelen focará o desenvolvimento de sua lavoura a partir de áreas de pastagens degradadas. A expectativa da empresa é que 20% das plantações serão destinadas à parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores. n Quem é fonte nesta matéria ERASMO CARLOS BATTISTELLA, presidente da Be8 MARCELO LYRA, vice-presidente de Comunicação, ESG e Relações Institucionais da Acelen Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Ações em Transição Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de

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