74 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 transmissão dessa classe de tensão na América Latina. A intenção é criar uma duplicidade na alimentação de São Paulo, aumentando significativamente a confiabilidade da cidade”, disse o executivo à Brasil Energia. De acordo com a Aneel, os três lotes que fazem parte do anel de alta tensão são o 7 e o 1, que foi subdividido em dois pacotes. No total, o lote 1, com 35 km de linhas de transmissão e investimento de R$ 1,21 bilhão, é o destaque em valor, representando 15,7% do total previsto de todos os projetos a serem disputados. O sublote 1A é objeto de licitação inédita. Já o 1B será relicitado, assim como o lote 7. A informação mais atualizada da Aneel indica que o edital final do leilão deve ser publicado dia 23 de setembro, resolvendo o imbróglio criado dos lotes a serem relicitados. Dos 11 previstos, cinco estão sendo analisados para relicitação, todos anteriormente ganhos pela MEZ Energia, em certames de 2020 e 2021. Em todos eles, a empresa descumpriu os prazos de implementação dos projetos, o que deve gerar a caducidade. O anel em alta tensão tem ainda um trecho avançado, resultado do lote arrematado pela Isa em 2020 e que deve ser finalizado ainda em 2025, segundo Azevedo. O trecho também vai operar em 345 kV, assim como dois outros dois possíveis trechos ainda não licitados, mas previstos pelo mercado. Para o executivo, os empreendimentos que compõem o anel subterrâneo em alta tensão exigem planejamento. Ele explica que o tempo para fornecimento dos cabos e acessórios dos projetos previstos é de seis meses a um ano, dependendo do volume. O prazo corre em paralelo com o período de documentação e aprovação de projeto junto ao ONS e à Aneel”, detalha. O especialista alerta ainda que empresas que ganham lotes subterrâneos sem experiência prévia frequentemente se deparam com “muitas surpresas” durante a execução, que tendem a ser negativas e impactam o retorno financeiro. Por isso, os projetos exigem “bastante cuidado” e geralmente são discutidos anteriormente com parceiros tecnológicos que dominam a implementação. “O mercado de transmissão aérea já é bem conhecido no Brasil, com muita experiência e mão de obra local desde a década de 1960”, explica. “No entanto, sistemas subterrâneos, especialmente de 345 kV atravessando cidades complexas como São Paulo, causam “muito desconforto” em quem não tem conhecimento”, completa. Outro destaque do leilão de outubro é a inclusão do lote 3, que fazia parte do leilão 02/2024 e foi retirado do certame, em função das enchentes no Rio Grande do Sul naquele ano. A agência indica que a localização das subestações e de outros equipamentos previstos foi mudada para aumentar a segurança da operação. Esse lote envolve o atendimento às cargas da região noroeste do Rio Grande do Sul, além da Região Metropolitana de Porto Alegre e noroeste do Paraná. n
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