e-revista Brasil Energia 494

Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 81 Pelas contas do Sinaval, é possível economizar 180 dias dessa forma, segundo uma fonte que participa diretamente das conversas com a estatal. Dentro da Petrobras, no entanto, a sugestão é vista com ressalvas, de acordo com um técnico da petrolífera. A visão da empresa é que quanto mais fornecedores envolvidos, mais complexa é a relação comercial e o desenvolvimento do projeto. A estatal está disposta a fazer uma série de mudanças nos editais de licitação para atrair competidores, mas continua apostando nos regimes de EPC, em que uma única empresa faz toda a obra e entrega o FPSO pronto para a operação, e de BOT, em que a construtora também opera a unidade por um curto período de tempo antes de transferi-lo à Petrobras. Dentro do Sinaval, o cenário é de otimismo. Representantes da entidade têm recebido, no Brasil, empresários da China, Coreia, Índia, Cingapura e Emirados Árabes para trocar informações sobre possíveis parcerias com estaleiros brasileiros. Além de estarem com a capacidade esgotada em seus países de origem, os potenciais parceiros estão de olho na exigência de conteúdo local das licitações da Petrobras. A visão do Sinaval é de que esses são os trunfos que a indústria nacional tem a seu favor. Além da compra de participação acionária em estaleiros brasileiros, a entidade espera que parceiros estrangeiros invistam nas instalações fabris e ajudem a resolver o gargalo financeiro da falta de acesso a financiamento, por conta, sobretudo, da dificuldade que os estaleiros têm hoje de apresentar garantias aos bancos. A maioria deles está em recuperação judicial e tem as contas comprometidas com o pagamento de compromissos com trabalhadores e fornecedores. n

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=