e-revista Brasil Energia 494

Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 83 José Almeida dos Santos, geólogo-UFRJ, é consultor na área de energia. Escreve na Brasil Energia a cada dois meses. José Almeida dos Santos Coautores: Kazumi Miura, Bruno Leonel e Normando Lins Em 1950, apenas cinco anos depois do final da Segunda Guerra, as emissões globais de gases do efeito estufa (GEE) saltaram de 4 para 6 bilhões de t/ano. Em 1989, esse número passou para 22 bilhões de t/ano e em 2024 chegou a mais de 41 bilhões de toneladas anuais. Segundo as medições feitas, em torno de 86% das emissões são oriundas do uso de combustíveis fósseis. O restante parte de fontes de uso dos solos ou das queimadas e desmatamentos das florestas. Conforme demonstra o primeiro gráfico trazido para este artigo, o carvão ainda é o grande vilão gerador das maiores quantidade de CO2 devido ao seu emprego na geração de energia elétrica, ainda presente em praticamente todos os continentes. E o consumo na Ásia representa 80% do consumo mundial. O segundo maior emissor de CO2 é o petróleo e seus derivados, principalmente usados nos transportes em todos os tipos de veículos: ônibus, carros e caminhões, aviões, navios, barcos, máquinas agrícolas e etc. Em terceiro lugar está o gás, cujo consumo vem aumentando a cada ano, muitas vezes como substituto dos dois primeirtos por ser menos poluente que o carvão ou o petróleo. Recentemente, a indústria de cimento começou a aparecer nas métricas, devido ao crescimento acelerado e porque utiliza óleo ou gás em sua produção. Além do CO2, metano e outros óxidos poluentes, que atuam como GEE, também são emitidos para a atmosfera. Segundo as medidas feitas pela WordinData.Org/CO2 and greenhousegas emission, em 2023 foi alcançada a marca de 50 bilhões de t/ano de GEE. A emissão de gases de efeito estufa acompanha o maior crescimento do uso dos combustíveis fósseis nos últimos 60 anos. Observa-se modesta tendência de redução na Europa mas, em contrapartida, um crescimento acentuado na Ásia, especialmente na China. De um modo geral, esse crescimento nas emissões asiáticas deve-se ao uso intensivo do carvão para geração de energia elétrica e ao aumento das frotas de automóveis, associado ao crescimento do poder aquisitivo da população daquela região. O avanço mundial na captura e redução do CO2 e outros GEE Continue lendo esse artigo em: petroleoegas/o-avanco-mundial-nacaptura-e-reducao-do-co2-e-outros-gee

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