e-revista Brasil Energia 495

Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 19 A captura de carbono deverá ganhar mais espaço entre as estratégias visando a descarbonização e transição energética no Brasil, diante de um cenário em que outras alternativas enfrentam dificuldades para se tornarem efetivas. Em suas apresentações realizadas recentemente no evento CCS Tech Summit, no Rio de Janeiro, o MME situou o desenvolvimento de projetos de captura de carbono entre as principais premissas para que o Brasil atinja o Net Zero em 2050. “Não havíamos visto, até o momento, a captura de carbono figurar como um dos grandes protagonistas dessa estratégia de neutralidade climática. E isso ficou bem claro na exposição realizada no evento pelo MME e pela EPE”, disse Nathália Weber, diretora da CCS Brasil. Em sua apresentação, o MME mostrou que o fato de o Brasil possuir uma matriz energética com grande participação (49%) de fontes renováveis contribui para que o país apresente um perfil diferenciado nas emissões de gases de efeito estufa (GEE). No mundo todo, as fontes renováveis têm uma participação de apenas 15%. Em 2022, o setor energético brasileiro contribuiu com cerca de 1% das emissões globais de GEE, enquanto China, EUA, Índia, Rússia e Japão, juntos, foram responsáveis por quase 60% das emissões relacionadas à produção de energia. Também de acordo com dados do MME, “o Brasil parte de uma realidade distinta no que se refere à contribuição setorial para as emissões de gases de efeito estufa (GEE): enquanto, no cenário global, o setor energético é o principal responsável, no Brasil, a maior parte das emissões está associada às mudanças no uso da terra, florestas e à agropecuária.” Se no mundo todo a participação do setor energético nas emissões de GEE é de 66%, no Brasil é de 18%, segundo os dados do MME, que apontam para um protagonismo das mudanças no uso da terra, com participação de 48%. Fonte: MME nos dois gráficos dessa matéria

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