e-revista Brasil Energia 495

Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 65 A Acelen planeja investir aproximadamente R$ 600 milhões na Refinaria de Mataripe (Refmat) em 2025, dos quais R$ 340 milhões em paradas programadas das 26 unidades produtivas da planta, e R$ 200 milhões em melhorias de segurança e ambientais. Um dos principais marcos será o aumento de 23% na capacidade de produção de diesel, previsto para ser concluído no primeiro trimestre de 2026. Os novos aportes se somam aos R$ 3 bilhões já investidos pela empresa desde que assumiu a operação da unidade, há três anos. Segundo Celso Ferreira, vice-presidente de operações da Acelen, os investimentos permitiram aumentar em 4% a capacidade da refinaria, que passou de 290 mil para 302 mil barris/dia, além de ganhos de eficiência, como a redução do consumo de energia em 19%, do uso de água em 37% e das emissões do flare em 64%. Entre os projetos em andamento, destaca-se um sistema que permitirá flexibilizar a produção entre nafta, GLP e gasolina, conforme a demanda do mercado. A empresa também está implementando um novo sistema de recuperação de gases que deve reduzir em mais 40% as emissões no flare até o final do ano. O Terminal Madre de Deus (Temadre) também recebeu investimentos significativos. Pela primeira vez em 20 anos, foi realizada uma dragagem que ampliou o calado para 15,5 metros, permitindo que navios de grande porte atraquem diretamente no terminal, sem a necessidade de operações ship-to- -ship para transferência da carga para navios menores em alto mar. “Isso resultou em menos custo, mais competitividade e segurança, além da redução de emissões”, afirmou Ferreira. O terminal recebe 95% do petróleo processado pela refinaria, sendo 60% a 70% de origem nacional e 30% a 40% importado. A melhoria beneficia tanto o recebimento de matéria-prima quanto as exportações. A empresa concentra suas operações na Bahia e no Nordeste, mas também realiza vendas para outras regiões do Brasil via cabotagem e mantém exportações relevantes de óleo combustível para o mercado asiático. De acordo com Ferreira, a Acelen se tornou o segundo maior exportador da Bahia Quanto ao projeto de biorrefinaria com macaúba, os estudos de engenharia para definir o investimento na planta devem estar concluídos nos próximos meses. O agriparque destinado ao desenvolvimento de mudas está em fase final de construção, já tendo sido realizado o primeiro plantio simbólico na fazenda Campinas, em Cachoeira (BA), que servirá como modelo para o cultivo. O projeto prevê o plantio em 180 mil hectares para atingir sua capacidade plena, e a biorrefinaria será construída dentro das instalações da Refmat. n

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