12 Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 entrevista Alexandre Klôh do sentido que eles participem também dos demais certames. Na proposta para os quatro navios da Transpetro, foi firmado compromisso de conteúdo local? Nesse projeto, começamos com 65% de conteúdo local, mas, para chegar num preço ideal da Transpetro, tivemos que reduzir para 50,5%, que também é um bom número. A gente também vem conversando com o governo estadual para que a gente tenha uma Política de Estado forte e para ser competitivo. O ICMS pesa muito no processo industrial. Falta política pública do governo do estado do Rio de Janeiro? Falta muito. Para a gente que tem um negócio, investe e desenvolve, a comunicação com o governo estadual é muito importante. O governo precisa entender o calcanhar de Aquiles. O governo está em recuperação fiscal. Então, tem que ter muita vontade de fazer. É fácil ou difícil atingir um conteúdo nacional de 50%? Não é simples, mas é factível. Tem um desafio grande. A mão de obra tem uma representatividade muito grande e a parte de construção também, com os equipamentos e materiais. Mas, há muita importação da China, Coréia e Indonésia. A indústria naval tem condição de aumentar esse conteúdo, desde que haja um programa específico para ela. O aço para os quatro navios virá da China? Inicialmente, sim. A gente está aguardando para ver qual vai ser o reflexo dessas políticas tarifárias entre os Estados Unidos e a China. Queremos ver qual vai ser a repercussão no mercado interno, se as siderúrgicas vão segurar as exportações, se vão ficar no estoque ou colocar no mercado interno a preços menores e mais competitivos. Se conseguirmos comprar o aço no mercado interno, voltamos para o conteúdo local de 65%. Existe um esforço grande da Petrobras em unir os estaleiros brasileiros e chineses. Como estão as conversas entre vocês? Um estaleiro chinês tem que considerar na formatação de preço o custo de importação, nacionalização e transporte. Isso faz com que percam competitividade. Então, por que não fazer uma parceria China- -Brasil? Mas os chineses realmente estão preocupados com isso? A competitividade deles é muito grande. Eles têm muita demanda. Não dependem do mercado brasileiro para continuar produzindo. Demanda da própria China. Mas está sendo desenvolvido um trabalho muito forte para ter essa parceria. Eles estiveram no Brasil, visitaram os estaleiros. Existe uma boa vontade em estruturar essa operação. O Mac Laren está conversando com algum estaleiro chinês para formar parceria? Estivemos com a Cosco numa reunião e com mais um estaleiro. Mas, neste momento, não vislumbramos nada. n
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