e-revista Brasil Energia 496

O mercado de petróleo e gás onshore no Brasil está ganhando novos protagonistas. Com perfis distintos e experiências consolidadas fora do setor de exploração e produção (E&P), três novos entrantes — Elysian, Dillianz Petróleo e Gás Natural e Petroborn — vêm apostando no potencial das operações em terra para diversificar seus negócios. Lideradas por CEOs oriundos de áreas como agronegócio, tecnologia e mercado financeiro, essas companhias acreditam em soluções inovadoras, otimização de recursos e desenvolvimento de novas reservas para avançar no segmento de exploração e produção (E&P). A Elysian Petroleum, presidida por Ernani Machado, reúne um dos maiores portfólios entre os novos operadores onshore: 122 blocos arrematados no 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC). Com um Programa Exploratório Mínimo (PEM) estimado em R$ 192 milhões, a empresa utiliza tecnologia própria baseada em leitura espectral a laser para substituição da sísmica convencional. A companhia já concluiu estudos em 12 blocos e planeja perfuração nos próximos meses, com meta inicial de alcançar 2 mil bpd em dois anos. A Dillianz Petróleo e Gás Natural, liderada por Ivandro Dias, deu início à sua trajetória na Bacia dos Parecis, após arrematar o bloco PRC-T-121 no 5º Ciclo da OPC. Com experiência consolidada no agronegócio e no mercado internacional de combustíveis, o Grupo Dillianz aposta na verticalização da cadeia de óleo e gás, desde a extração até a comercialização. A empresa já conta com autorizações para operar no onshore e busca licenciamento para atuar em águas rasas e profundas. Já a Petroborn, sob o comando de Marcos Farina, consolida sua posição com foco na Bacia do Recôncavo, após concluir a aquisição do campo de Bela Vista. O projeto prevê reentrada em quatro dos seis poços existentes, com investimentos iniciais de US$ 2 milhões e estimativa de US$ 20 milhões em uma segunda fase para elevar a produção a 1 mil bpd. Veja a seguir os planos detalhados de cada um para a atividade de E&P no onshore nacional. Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 15

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