e-revista Brasil Energia 496

Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 19 não tem nenhuma lesão à camada de solo e nem do subsolo. Você manda um laser, esse laser é um feixe, depois ele volta com outros dados. Então, nós criamos uma metodologia para fazer a leitura utilizando o laser sem nenhum impacto ambiental, sem nenhuma explosão, sem nada desse jeito”, informou o CEO. Segundo a explicação de Machado, após a leitura espectral, os dados obtidos são enviados para as equipes fazerem uma análise. “O que nós fazemos? Nós agilizamos a localização de onde está o petróleo e gás. Depois, submetemos aquele local, que acreditamos que está [os hidrocarbonetos], a várias universidades, equipes e empresas de prestação de serviço, para que elas analisem se, de fato, naquele local há o petróleo e gás”, disse o executivo. Ao ser perguntado sobre os resultados das sísmicas dos 12 blocos, Ernani destacou que há 89% de chances de haver sucesso na perfuração. O valor previsto ao programa exploratório mínimo (PEM) dos 122 blocos é de R$ 192 milhões. O montante faz parte da estimativa de R$ 400 milhões, dos quais ainda há o valor de R$ 208 milhões voltados aos levantamentos sísmicos e desenvolvimentos de tecnologias. O 1º período exploratório dos blocos vai até julho de 2029. Ernani Machado afirmou que continua com a meta de alcançar 2 mil bpd em dois anos de exploração e de 5 mil bpd no quarto ano, bem como espera dobrar a meta. “É muito possível que ela seja maior do que eu disse primeiramente, devido a esses estudos”, evidenciou ele. “O que nós queremos aqui é ter lucro na operação e fazer isso da maneira mais sustentável possível”, destacou. Ao todo, a Elysian realizou levantamento sísmico em 90 blocos. Os 30 principais já foram selecionados e 12 estão com os estudos terminados. Como antecipou à Brasil Energia, a localização da base fixa de operação dependia da definição dos 30 principais blocos, o que já aconteceu. A base estará situada em Belo Horizonte (MG) e a construção está prevista para finalizar ainda este ano. Com esta base, a companhia poderá operar de forma remota suas atividades nas Bacias Potiguar, de Alagoas e do Espírito Santo. Para atender as atividades de forma local, caso precise de uma intervenção, a ideia é utilizar centros de comando exploratório móvel. De acordo com Machado, será uma operação descentralizada: o comando e controle de tudo acontecerá em Minas Gerais e pequenas unidades móveis em cada bacia serão responsáveis pelas atividades de manutenção. Também em Belo Horizonte e perto da base de operações, a Elysian está criando um centro próprio para desenvolvimento de tecnologias com inteligência artificial (IA). Este centro atenderá diversas categorias, mas, neste momento, o foco será em trabalho envolvendo tecnologias para o setor de petróleo e gás. Machado ressaltou que além das parcerias com centros de pesquisas e universidades no Brasil, a companhia tem cooperação com instituições internacionais, nos EUA e em alguns países na Europa. Em novembro de 2024, a Elysian, em parceria com a JMM Tech, em que Machado também é CEO, assinou um termo de cooperação técnica com o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT) do Senai. O objetivo é realizar projetos de pesquisa, desenvolvimento e prestação de serviços tecnológicos.

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