e-revista Brasil Energia 496

Brasil Energia, nº 496, 24 de julho de 2025 51 transações, a CBA reforça sua estratégia de diversificação da matriz energética, ampliando a capacidade de geração de energia nova, competitiva e renovável, garantindo assim as condições para o crescimento de longo prazo da companhia e o desenvolvimento das comunidades onde ela atua”. Os ativos cujas participações foram adquiridas pela CBA são parte do Complexo Serra do Tigre e do Parque Eólico Cajuína III, empreendimentos da Casa dos Ventos e da Auren Energia, respectivamente. Com a Casa dos Ventos, o acordo prevê o fornecimento de 60 MWm; a Auren Energia, por sua vez, irá fornecer 55 MWm. A energia gerada está destinada à fábrica da CBA no município de Alumínio (SP). Os acordos compreendem um total de R$ 158 milhões e terão vigência por um período de 15 anos, com início do suprimento previsto para 2027. Os dois complexos eólicos estão localizados no Rio Grande do Norte e tanto a gestão da operação quanto a manutenção dos ativos será de responsabilidade das contratadas. Energia eólica precisa crescer 17% ao ano (AIE) O mercado não regulado de grandes consumidores de energia, com demanda mais previsível do que o mercado de serviço público, cresce como opção para ancorar novos projetos da geração eólica. A Agência Internacional de Energia (AIE) calcula que para o Cenário de Emissões Líquidas Zero até 2050, que prevê uma geração de energia eólica de 7.100 TWh até 2030, será preciso que a capacidade instalada em centrais eólicas se expanda a uma média anual de 17%. Em 2023, segundo a agência, a geração de eletricidade eólica aumentou em 216 TWh, o que representa salto de 10% em relação ao ano anterior, atingindo patamar superior a 2.330 TWh. O crescimento das eólicas ocupa o segundo lugar entre todas as fontes de energia renovável, ficando atrás apenas da solar fotovoltaica. A adição de capacidade eólica global se recuperou em 2023 após dois anos de desaceleração. O cumprimento das metas de expansão da energia gerada pelos ventos exigirá que a capacidade anual adicionada aos sistemas elétricos salte dos 115 GW registrados em 2023 para 340 GW em 2030. E para que este objetivo seja alcançado, a agência recomenda a intensificação e o incremento de políticas públicas para atrair o setor privado investidor, em um conjunto de esforços que deverá envolver por parte dos governos maior agilidade no licenciamento ambiental, e por parte da indústria custos mais competitivos da energia eólica offshore. Em 2023, a China respondeu por quase 60% da ampliação da geração eólica, seguida pela União Europeia, com um crescimento de 26%. Nos Estados Unidos, a geração eólica permaneceu praticamente estagnada em 2023. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Ações em Transição Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de

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