e-revista Brasil Energia 497

Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 105 São Paulo em destaque Dos 306 ônibus elétricos emplacados no primeiro semestre, 275 estão em operação na capital paulista, o que equivale a 90% do total nacional. Os dados evidenciam, aponta a BVE, que a adoção de ônibus de emissão zero deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como política pública, sustentada por legislação específica e forte engajamento municipal. Outras cidades do estado também avançam no processo de transição de suas frotas no primeiro semestre de 2025, como São Bernardo do Campo (11 ônibus elétricos), Ribeirão Preto (4), Campinas (2) e Barueri (1), reforçando a liderança paulista em nível regional. Nos outros estados, embora as maiores capitais concentrem grandes frotas de ônibus coletivos, a participação de veículos elétricos ainda é baixa em relação ao total. São Paulo lidera a eletrificação do transporte público com ampla vantagem, seguida por algumas capitais do Centro-Oeste e Nordeste. Veja os municípios que emplacaram ônibus elétricos no 1º semestre de 2025: • São Paulo/SP: 275 • São Bernardo do Campo/SP: 11 • Resende/RJ: 4 • Ribeirão Preto/SP: 4 • Salvador/BA: 3 • Goiânia/GO: 3 • Campinas/SP: 2 • Taboão da Serra/SP: 2 • Cariacica/ES: 1 • Barueri/SP: 1 Capitais com as maiores frotas de ônibus: • São Paulo (SP): 15.000 • Goiânia (GO): 3.000 • Brasília (DF): 2.967 • Belo Horizonte (MG): 2.874 • Recife (PE): 2.800 Fabricantes de ônibus Atualmente, 10 fabricantes atuam nesse segmento no Brasil: Ankai, BYD, Eletra, Higer, Induscar, Yutong, Mercedes-Benz, Marcopolo, Volvo e VW Truck & Bus, com um portfólio de 28 modelos diferentes. No primeiro semestre de 2025, sete fabricantes foram responsáveis pela comercialização dos 306 ônibus elétricos no país. O destaque fica para a Eletra e BYD que são responsáveis por 65,3% das vendas do período, sendo 34,3% e 31%, respectivamente. Vendas por fabricantes no 1º semestre de 2025: • Eletra: 105 (34,3%) • BYD: 95 (31,0%) • Mercedez Benz: 70 (22,8%) • Induscar: 15 (4,9%) • Higer: 11 (3,6%) • Ankai: 6 (1,9%) • VW Truck & Bus: 4 (1,3%) A ABVE aponta que os números do primeiro semestre indicam que alguns fabricantes tradicionais do setor de ônibus, como Marcopolo e Volvo, não registraram vendas de modelos elétricos no país. Essa ausência não sinaliza necessariamente um desinteresse ou recuo das empresas no segmento de eletromobilidade. Ela pode ser explicada pela própria dinâmica mais complexa do mercado de ônibus elétricos, que envolve processos de licitação pública. A comercialização desse tipo de veículo costuma ocorrer em lotes maiores, vinculados a contratos firmados com prefeituras e operadores de transporte coletivo, o que pode resultar em períodos mais longos de ausência de entregas. (C.C.) n

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