e-revista Brasil Energia 497

Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 107 distribuída, contratos de fazendas solares e investimento em autoprodução. Tais iniciativas se ajustam bem a um negócio caracterizado por grande capilaridade, em que as empresas disputam espaços em todos os estados do país. De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), 72% das 25 empresas associadas haviam optado, até 2023 (últimas estatísticas disponíveis), por receber energia do mercado livre de energia. Entre os associados, 60% declararam utilizar energia solar, enquanto 16% disseram recorrer à energia eólica e à gerada a partir da biomassa para atender às suas necessidades. A diretora-executiva da Abramed, Milva Pagano, destacou que as ações adotadas pelos associados incluem ainda a transição para modais mais sustentáveis de transporte e implementação de inventários de emissões de gases de efeito estufa. Além dos ganhos ambientais, o esforço para mudar a matriz energética do setor tem resultado em economia: os associados da entidade registraram, no ano passado, uma redução de 25% no consumo de energia elétrica por exame realizado, segundo Milva. Grupo Sabin: capilaridade exigiu mix de alternativas A jornada da transição energética do Grupo Sabin, um dos maiores do segmento de medicina diagnóstica do país, vem sendo realizada por meio de uma diversidade de ações, de forma a ajustar-se às características do próprio negócio. Contando com 358 unidades espalhadas pelo Brasil, o grupo, que ocupa a terceira posição no ranking setorial, recorreu a uma mescla de migração ao mercado livre de energia, por meio do qual recebe energia gerada a partir de fontes renováveis (PCHs, usinas eólicas e geração a partir de biomassa, por exemplo) e contratos com fazendas solares com o objetivo de ter acesso a fontes renováveis de energia. Os resultados dessa estratégia diversificada têm sido bastante positivos, tanto no que se refere à redução das emissões de gases de efeito estufa do grupo quanto aos ganhos econômicos com a nova configuração de fornecimento de energia para o grupo. Em dezembro do ano passado, o Grupo Sabin obteve, pelo quarto ano consecutivo, o Certificado de Neutralização das Emissões de Gases de Efeito Estufa, com 2,270 mil toneladas neutralizadas. “Somente na matriz do grupo, em Brasília, deixamos de emitir 231,68 tCO2 (toneladas de CO2 equivalente) em 2024”, exemplifica Andreia Pinheiro, diretora de Comunicação e Relações Institucionais do grupo. A matriz, que congrega 118 unidades, é o maior polo consumidor do grupo, De acordo com a executiva, a estratégia atingiu o ponto alto neste ano, quando 85% das unidades de atendimento passaram a ser abastecidas com energia limpa. A busca por fontes renováveis de energia faz parte de compromisso público firmado pela empresa, por meio do qual estabeleceu meta de ampliar em 15% ao ano a participação de energia limpa em seu fornecimento. Andreia acrescenta que vários projetos estão próximos de serem aprovados nessa frente, o que deverá permitir à em-

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