e-revista Brasil Energia 497

Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 23 trado na otimização da eficiência operacional e na redução de custos, o que é evidente na melhoria dos custos de elevação e no aumento das taxas de produção. Espera-se que o desempenho operacional em Búzios reforce ainda mais nossas métricas financeiras, apoiando nosso compromisso de agregar valor aos acionistas e manter um forte perfil de geração de caixa”, informou a Petrobras sobre o projeto, no documento 20-F, divulgado ao mercado financeiro. A próxima unidade a entrar em operação vai ser a P-78, que deixou o estaleiro Benoi, da empresa Seatrium, em Singapura, rumo ao campo de Búzios, em julho. A plataforma está sendo rebocada até a locação com tripulação a bordo, o que vai permitir antecipar o início da produção em cerca de duas semanas. O FPSO possui capacidade para extrair 180 mil bpd de óleo e comprimir 7,2 milhões de m3 diários de gás. O primeiro óleo está previsto para dezembro deste ano e vai elevar em cerca de 18% a atual capacidade de produção instalada do campo para 1,15 milhão de bpd. A expectativa é sair dos atuais 900 mil bpd para 2 milhões de bpd. O ativo é operado pela Petrobras, que tem como parceiras as chinesas CNOOC e CNPC, além da PPSA, responsável pelo óleo da União. Os números de Búzios são superlativos. Descoberto em 2010 e em produção desde 2018, o campo tem 852 km de extensão e reservatório com espessura de 480 m, equivalente à altura do Pão de Açúcar. Um único poço chegou a produzir 70 mil bpd, resultado superior ao de muitos campos inteiros. “Búzios é a pérola do pré-sal. Ele vai bater todos os recordes”, disse o geólogo e consultor João Clark. O especialista ressalta que a Petrobras já venceu P-75, segunda unidade a entrar em operação em Búzios, em 2018 Foto: Andre Ribeiro/Agência Petrobras

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