Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 27 A Petrobras está trabalhando para estender a capacidade de produção de três grandes plataformas. A primeira a passar pelo processo deve ser a Almirante Tamandaré, que deve ser estendida de 225 mil barris por dia para 250 mil bpd, no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Mas, para isso, a petrolífera ainda depende de um acordo com a operadora da unidade, a SBM. Em seguida, a Petrobras deve negociar com a Modec a extensão da produção no FPSO Marechal Duque de Caxias, instalado no campo Mero, também no pré-sal da Bacia de Santos. O nome da terceira unidade a passar pelo processo não foi revelado. “A gente fala com o afretador, para ele avaliar, e, a partir daí, a gente vai fazer o ajuste no contrato”, disse a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, lembrando que o Ibama também deve dar a licença para que o projeto seja levado adiante. “Mas isso não tem muito problema, porque não tem muito impacto, nada está sendo mudado. A gente só precisa de uma anuência”, complementou. No melhor dos cenários, a capacidade do FPSO pode ser ampliada em 20%, mas Anjos acredita que mais viável é que a capacidade se limite a 250 mil bpd e não a 270 mil bpd, que seria a extensão máxima vislumbrada em estudo. A melhora de desempenho da plataforma depende prioritariamente do comportamento do poço, segundo a diretora, e não da realização de obras no FPSO. “Com o quinto poço, o Almirante Tamandaré já chegou a 225 mil bpd. Mas ele pode mais que isso. Tem que deixar produzir. O campo e a plataforma têm um potencial de produção a mais que está sendo negociado”, disse Anjos. n Capacidade do FPSO Almirante Tamandaré deve passar para 250 mil bpd
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