e-revista Brasil Energia 497

Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 59 A geração térmica de energia elétrica com o uso de biomassa deverá apresentar neste ano um crescimento em sua capacidade de geração acima da média. Com potência outorgada total de 18,1 GW de 643 usinas, segundo a Aneel, é esperado pelo setor sucroalcooleiro, responsável pela maior parcela da bioeletricidade gerada a partir da biomassa, um acréscimo de 758 MW novos à matriz elétrica brasileira, 11% acima da média de 672 MW instalados anualmente no período entre 2005 e 2024. Ainda que tal montante represente apenas 8,2% do total de acréscimo de potência a ser instalada no país neste ano, conforme números obtidos na União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica), trata-se de um ganho importante de potência para o sistema elétrico, no momento em que crescem as dificuldades na operação com o aumento acelerado da capacidade instalada da geração intermitente, em especial da MMGD solar. “A geração eólica e a solar proporcionam eletricidade, mas não proporcionam potência, não trazem resiliência para o setor elétrico”, diz o presidente-executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Newton Duarte, fazendo coro com muitos especialistas que procuram uma solução que faça sentido diante do crescimento acelerado das intermitentes. A bioeletricidade sozinha não resolve, mas sem ela o problema seria bem maior. Duarte destaca que o posicionamento geográfico das usinas a biomassa no país contribui, estrategicamente, para aumentar a segurança energética do sistema e explica. As 428 usinas a bagaço de cana, a grande maioria delas no Sudeste, com destaque para São Paulo, estão situadas justamente nas regiões onde se encontram reservatórios de usinas hidrelétricas que representam cerca de 70% da capacidade de geração Localizada na cidade de Suzanápolis (SP), a unidade de cogeração a biomassa de cana Vale do Paraná, da Albioma, tem 48 MW e pode exportar até 30 MW para o SIN Foto: Divulgação

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