e-revista Brasil Energia 497

6 Brasil Energia, nº 497, 25 de agosto de 2025 entrevista Luciana Costa Amazônia é grande oportunidade para o país Para a diretora do BNDES, o banco e a Petrobras podem se unir para transformar a exploração da Margem Equatorial num projeto de desenvolvimento socioeconômico. E o país deveria retomar a discussão sobre a construção de hidrelétricas com reservatórios. | POR FERNANDA NUNES | O BNDES está disposto a se juntar ainda mais à Petrobras para ajudar a construir um projeto de desenvolvimento sustentável da Amazônia a partir da exploração e produção de óleo e gás da Margem Equatorial. Algumas soluções já estão postas, outras ainda podem surgir, como afirmou a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do banco, Luciana Costa, nesta entrevista à Brasil Energia. Ela diz que a Petrobras pode fazer aportes no Fundo Amazônia, enquanto a equipe social do banco cuida do planejamento da ocupação do território, como já faz em outros projetos na região. A parceria no programa Pró-Floresta entre o BNDES e a petrolífera para a restauração de áreas degradadas também poderá se expandir. “A Amazônia é um bode na sala porque quase 30 milhões de pessoas vivem na região e os seus índices sociais são os piores desse país. Preservar a Amazônia é fundamental. Mas o desenvolvimento da região passa pela geração de riqueza. A Amazônia é uma grande oportunidade para o país”, afirmou a diretora do BNDES. Além disso, o banco está disposto a liberar mais dinheiro para que embarcações contratadas pela estatal, diretamente ou via subsidiária Transpetro, sejam construídas no Brasil. Costa destaca que não falta dinheiro para ampliar o índice de conteúdo local no setor. Ao mesmo tempo, o banco se mantém atento às novas tecnologias de geração de energias renováveis que surgem e precisam do auxílio do banco para ganhar escala. Hidrogênio e

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