12 Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 entrevista Marisete Pereira siderando o parque instalado de usinas hidrelétricas existentes de 110 GW. E mais 30 GW em fase de estudos e processo de licenciamento ambiental para novos aproveitamentos hidrelétricos em bacias que têm hoje menor impacto ambiental. Isso é suficiente para reativar o desenvolvimento tecnológico? Teria que ter a vontade do Executivo de colocar esses 30 GW no planejamento e a gente trabalhar na atualização dos estudos econômicos e socioambientais de aproveitamentos. Resumindo, esse conjunto possibilitaria colocar na matriz mais 86 GW, além dos 110 GW de potência atual. E tudo isso utilizando 100% da nossa indústria de equipamentos e serviços. Pelos estudos, a maior parte do potencial hidrelétrico brasileiro está na Região Amazônica. A senhora acha que ainda há espaço para as usinas com reservatórios no Brasil? O próprio Executivo tem sinalizado sobre a necessidade de voltar a fazer investimentos em hidrelétricas com reservatórios por serem fundamentais para a regularização nas diferentes regiões do país. Os 30 GW a que me referi não estão em locais de mais resistência do ponto de vista ambiental, como em área de conservação, por exemplo. São usinas tipo a Tabajara, no estado de Rondônia, e outras no Mato Grosso. Poderia se trabalhar na modernização do licenciamento ambiental, de modo a viabilizar esses projetos. O ministro de Minas e Energia, há um mês, disse que o próprio presidente Lula havia sinalizado sobre a necessidade de se construir novas hidrelétricas com reservatórios. Não dá para fazer uma usina como se fez há 30 anos. Temos vários exemplos no mundo que se pode fazer com a participação das comunidades, apoiando a construção desses aproveitamentos. A senhora pode me dar um exemplo de lugar no mundo onde as comunidades... Acho que foi Quebec, no Canadá, a última grande usina onde as comunidades têm uma participação. Dessa forma, além de receberem royalties, elas têm uma participação no resultado do projeto. n Hidrelétricas não têm subsídios. Ao contrário, pagam royalties e a outorga pelo uso do bem público
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