e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 17 A perfuração de poços exploratórios na fase de exploração, considerada o principal indicador de desempenho do segmento, apresentou queda significativa em 2024, com apenas 10 poços perfurados, sendo sete marítimos e três terrestres, o menor número desde a criação da ANP. Os dados são do Relatório Anual de Exploração 2024, divulgado em setembro pela agência reguladora. O relatório apresenta o panorama do desempenho do segmento de exploração de petróleo e gás natural no Brasil, no período de 2016 a 2024. Contribuiu para esse resultado o significativo número de contratos assinados em 2024, uma vez que não é esperado que haja a perfuração de poços nos primeiros meses de contrato. Todavia, também é importante frisar que houve uma queda acentuada no número de poços perfurados, passando de 22, em 2023, para 10, em 2024. Isso indica que, mesmo sem o efeito dos novos contratos, o desempenho teria sido inferior ao período precedente. Em anos anteriores, entre 2017 e 2023, o indicador apresentou relativa estabilidade, permanecendo próximo de 0,10 – o que equivale a um poço perfurado para cada dez blocos sob contrato. Essa estabilidade, contudo, foi rompida em 2024, quando o indicador caiu para 0,02, sinalizando que foi perfurado apenas um poço a cada 50 blocos contratados. No que diz respeito à correlação entre o indicador e o preço do petróleo, observa-se uma relação bastante evidente entre os anos de 2010 e 2016. Em 2011, por exemplo, o barril estava cotado a um preço elevado (US$ 111,26) e o indicador atingiu o seu melhor desempenho na série histórica (0,46) – ou seja, aproximadamente um poço para cada dois blocos. Sonda Valaris Renaissance foi contratada para perfuração nas bacias de Santos e Campos

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