e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 19 Cabe ressaltar que o ano de 2011 foi aquele no qual houve o maior número de poços perfurados no país, sendo um ano de intensa campanha exploratória com objetivo de delimitação do pré-sal e de economia crescente. Posteriormente, com a queda no preço do petróleo, o número de poços perfurados também diminuiu, levando o indicador a 0,05 em 2016, ano em que o preço médio do barril recuou para US$ 43,64. A partir de 2021, o descolamento entre o indicador e o preço do barril torna-se mais pronunciado. Apesar dos preços elevados do barril desde então, a atividade de perfuração não tem acompanhado essa tendência, sinalizando que o preço, isoladamente, talvez não seja um fator suficiente para alavancar as atividades exploratórias no país. Eneva e pré-sal O ano de 2024 apresentou o menor número de poços perfurados da série histórica, com uma redução de 55% em relação a 2023. Esse desempenho ficou abaixo até mesmo do registrado em 2020, ano fortemente impactado pela pandemia de Covid-19. Considerando a série histórica do relatório, pela primeira vez, perfuraram- -se mais poços em mar do que em terra, reflexo de uma queda expressiva na atividade onshore no ano de 2024. Fonte: Relatório Anual de Exploração 2024 da ANP Blocos e áreas sob contrato por bacia terrestre ao final de 2024

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